by Pablo Villaça
25. março 2010 15:18
Na realidade, nem tenho muito a acrescentar. Quem acompanha este blog sabe minha posição sobre religião de um modo geral e, principalmente, conhece minha adoração por crianças - não só as minhas. Embora me orgulhe de ter conseguido controlar meu temperamento, que no passado me levou a várias altercações vergonhosas, não me envergonho de dizer, por exemplo, que provavelmente voaria no pescoço da babá que agrediu um bebê de 11 meses. Sou completamente irracional no que diz respeito a adultos que machucam crianças.
Assim, embora já soubesse que o cardeal Ratozinger (vulgo Papa Palpatine) atuou, no passado, para encobrir escândalos da Igreja envolvendo pedófilos, chegando a ameaçar com a excomunhão qualquer um que ajudasse a polícia nas investigações (assistam ao documentário
Deliver Us From Evil), a
matéria publicada ontem no New York Times renovou minha revolta com relação ao canalha que hoje detém o posto mais importante da Igreja Católica ao revelar que, na década de 90, ele ajudou a proteger um padre que molestou...
duzentos garotos surdos nos Estados Unidos.
Se fosse um governante qualquer, a única saída para este verme de hábito seria a renúncia. Mas não espero que isso aconteça: se a Igreja Católica tem o costume de proteger pedófilos, seria muito otimismo esperar que seu líder maior fosse derrubado por um escândalo "menor" como esse.
Por outro lado, se você é católico, pode renunciar à Igreja. Não estou falando sobre renunciar a Deus, que, se existir, nada tem a ver com as ações repugnantes dos homens que se dizem seus representantes, mas sim sobre renunciar a uma organização cujo presidente é um protetor de pedófilos. Ou você realmente acredita que faz algum sentido se dizer católico ao mesmo tempo em que renega o Papa?
Nestes momentos, acho realmente uma pena que não exista um Inferno. Seria fantástico ver o Papa sendo continuamente estuprado pelo Diabo.