House, estrutura narrativa e eu

by Pablo Villaça 22. abril 2009 08:00

Após assistir às duas primeiras temporadas de House, posso dizer que um episódio típico da série transcorre da seguinte maneira:

Dois adultos brincam com uma criança. Todos estão felizes. Subitamente, o pai começa a tossir descontroladamente. Ele fica rubro enquanto a esposa tenta ajudá-lo, desesperada. Finalmente, ele expele um pedaço de pão da garganta e respira aliviado. Nesse instante, o filho de 5 anos do casal desmaia e começa a ter convulsões.

Embora nunca tenha tido qualquer problema de saúde, o menino agora se encontra à beira da morte e alguém tenta fazer House se interessar pelo caso.

- A ficha diz que ele é diabético. Caso resolvido. Que tédio. - diz House.

- O nível de glicose da criança está normal há horas.

- Tirem a insulina e isso mudará.

- Mas House... ele não recebeu insulina nas últimas 10 horas...

House ergue os olhos. Foi fisgado.

- Diagnóstico diferencial, pessoal.

- Sarcoidose.

- Ele não está com febre.

- Linfoma.

- Os leucócitos estão normais.

- Lúpus.

- O ANA deu negativo.

- Imaginem que o corpo é uma pedreira. Algumas rochas são partidas por dinamite e pedregulhos se espalham por todo o lado. Um buraco foi aberto, mas as partículas agora estão no ar. Entenderam a metáfora?

- Síndrome de Villaça-Ebert!

- Mas só ocorreram 7 casos em toda a história da Humanidade!

- Iniciem o tratamento com kaeloxina e mertenato de zaninose.

O paciente melhora.

- Acertamos.

O paciente piora.

- Diagnóstico diferencial, pessoal.

- Sarcoidose.

- Linfoma.

- Lúpus.

- Mas os exames deram negativo.

- Talvez eles estejam errados.

- Façam uma punção lombar, uma tomografia e o teste do pezinho.

- Todos negativos. Você estava errado, House.

O protagonista faz piadas racistas sobre Foreman, misóginas sobre Cameron e xenofóbicas sobre Chase. E diz que Cuddy é um travesti.

Os pagers de todos tocam simultaneamente.

- Há algo errado com o paciente.

- Ele ficou verde!

- Isso é ótimo. - comemora House - É um sintoma novo. Que doença deixa alguém com taxa de leucócitos alta, sem febre e verde?

- Sarcoidose.

- Linfoma.

- Lúpus.

- Encefalopatia idiopática primária de Braxton-Hicks.

- Mas nenhum dos sintomas se...

- Em 0,3% dos casos, a doença pode se manifestar assim caso o paciente tenha olhos azuis. Iniciem o tratamento com soro caseiro, AS infantil e corticóides.

- Mas não deveríamos testar...

- Não há tempo! Os rins dele irão parar de funcionar em 37 minutos e o fígado está morrendo!

O paciente piora.

- Alguém está mentindo. Mas como...

Nesse momento, Wilson faz um comentário inocente ou algum paciente do pronto-atendimento diz algo que finalmente leva House a perceber o que está acontecendo.

House sai da sala.

- House vai conversar com um paciente?!

- Ele faz isso em todo episódio, não sei por que sempre ficamos surpresos.

House entra no quarto do paciente e aponta a bengala para o pai da criança.

- Pela mancha azul nas pontas dos seus dedos, pelo lenço que tentou esconder no bolso e pela descoloração deixada por sua aliança, vejo que você é estivador. Você disse que era poeta. Por quê?

- Eu não achei que importasse.

- Seu idiota, você quase matou seu filho! Por sua causa e somente por sua causa tratamos o garoto com medicamentos perigosos e o submetemos a uma penca de exames arriscadíssimos. Ele está com catapora. Iniciem o tratamento.

O menino é curado e sai do hospital sem seqüela alguma. House é visto pensativo enquanto toca piano num ambiente escuro.

--------------------------------

Isto, amigos, se chama "fórmula" e sua causa, para usar termos médicos, não tem nada de idiopática: se algo faz sucesso, para que mudar? Este é o problema de grande parte das séries de televisão e da maioria absoluta das continuações no Cinema: os realizadores, cientes de que algo no que criaram agradou os espectadores, querem manter o show na estrada, mas sem correrem qualquer risco - e simplesmente repetem o original ad nauseam, mudando uma ou outra coisa para dar a impressão de que algo novo está ocorrendo. (E é por esta razão que episódios que tentam fugir da rotina acabam ganhando prêmios e a admiração dos fãs, como Três Histórias, The Mistake e Euforia Partes 1 e 2.)

Uma das coisas que mais admiro em Lost, aliás, é justamente o fato de seus criadores se arriscarem tanto no que diz respeito à estrutura básica da série: quando os flashbacks começaram a se tornar repetitivos, eles introduziram o interessante conceito de flashforward (um recurso narrativo bem mais raro do que se imagina) - e antes que este também passasse a cansar, a série assumiu uma estrutura completamente nova através das viagens no tempo.

Também é por isso que temporadas menores como as de Dexter são mais eficientes como narrativa, rivalizando até mesmo com boa parte das produções para Cinema: em vez de contar uma historinha diferente a cada semana, Dexter é planejada como uma grande trama de 480 minutos de duração - e, assim, cada "episódio" simplesmente conta um pedaço deste "filme" de 8 horas. 

Mas voltando a House: se a série não é um fracasso, isto se deve, claro, ao protagonista: House provavelmente aparecerá, no futuro, naquelas listas de "grandes personagens da televisão" - mas duvido muito que a série em si seja citada como um exemplo de boa televisão. E isto é uma pena, já que, confesso, também considero House (graças ao seu excelente intérprete Hugh Laurie) fascinante - e pretendo, inclusive, continuar a assistir a série, que representa um entretenimento agradável (embora jamais vá ter peso dramático; já chorei até pelo vilão Ben Linus de Lost, mas jamais me ocorreria chorar por qualquer dos personagens de House, mesmo em episódios dramáticos e eficientes como Euforia Parte 2).

Isto não quer dizer, claro, que eu admire House como médico. Aliás, quando escrevi no Twitter que não gostaria de ser atendido por ele, alguns leitores defenderam o personagem, dizendo que ele é brilhante, só pega casos complicados, que adorariam tê-lo como médico e por aí afora. Em outras palavras: permitiram que o conceito do personagem ofucasse seu senso crítico.

E aqui entra o elemento "eu" do título desse post.

Há menos de dois anos, eu estive bem perto de morrer. Depois de uma cirurgia aparentemente bem-sucedida da qual me recuperei até com certa rapidez, recebi alta e fui para casa certo de estar saudável. Dois dias depois, estava de volta ao hospital com dores terríveis, exame de sangue completamente alterado e vomitando. Por outro lado, não tinha febre e o ultrassom e a tomografia não identificavam nada claramente.

House iniciaria um tratamento imediatamente a partir de hipóteses diagnósticas. E me mataria, já que, como qualquer médico pode atestar, oferecer o tratamento errado a um paciente é geralmente algo mais danoso do que a doença em si. Se fosse real, House já teria perdido sua licença há anos.

Permaneci quatro dias internado e piorando rapidamente. Eu sentia que estava morrendo, que meu corpo estava parando de funcionar. Meu abdômen inchou e eu não conseguia dar dois passos sem ajuda. Nesse período, fiz várias gasometrias (um exame de sangue doloroso, já que colhe sangue arterial, não venoso), tomografias (com contraste e sem), ultrassons e por aí afora. Curiosamente, foi um velho e tradicional raio-X de abdômen que levou os médicos ao diagnóstico final.

O resultado do último exame saiu às 22 horas do dia 14 de agosto. Às 7 da manhã do dia seguinte eu já estava sendo operado. E aqui estou.

Em outras palavras: House pode até ser um personagem divertido (para seus colegas, nunca para os pacientes), mas, no que diz respeito à Medicina, fico mesmo com o Dr. Gustavo Abras e com sua fantástica equipe do Hospital Madre Tereza.

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Comentários

22/4/2009 9:24:39 #

Gustavo

É por isso que não consigo assistir house seguidamente como faço com outras séries, tenho a primeira temporada há uns anos e só consegui assistir até o 12º episódio. Não qeu a série seja ruim, mas ela não te deixa com vontade de assistir o próximo episódio como Dexter ou Lost. É justamente aquele seriado despretencioso que a gente ve uma vez por semana e só.

Gustavo Brasil | Reply

7/8/2012 11:02:43 #

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pinterest repin Estados Unidos | Reply

22/4/2009 9:26:17 #

Rodrigo Sowto

First !?

Rodrigo Sowto | Reply

22/4/2009 9:26:46 #

Cecilia Barroso

Gostei muito dos nomes das doenças. E, apesar da repetição da fórmula, também não consigo parar de assistir ao seriado.

E claro que prefiro os meus médicos a House. Imagine passar pelo que eu passei com uma pessoa tão grossa. Credo!

Cecilia Barroso Brasil | Reply

22/4/2009 9:28:15 #

Rodrigo Sowto

Brincadeira....House, CSI, SMALLVILLE, todas que têm o famoso "monstro do dia" (entenda-se "monstro" como quiser), seguem mais ou menos a mesma fórmula.

Abraços.

Rodrigo Sowto | Reply

22/4/2009 9:31:12 #

Betinho

Interessantíssimo ponto de vista.

Espere os fan-boys... Smile

Betinho Brasil | Reply

22/4/2009 9:38:59 #

Davi Garcia

Muito bom ver você escrevendo sobre House, Pablo. A série de fato não abre mão da fórmula (embora mais tarde mude seus ingredientes) e com isso, ainda que se mantenha como um dos programas mais assistidos lá fora, vem perdendo público e sendo criticada exatamente por esse conformismo que só se sustenta como você apontou, por causa do sempre excelente trabalho de Hugh Laurie. Admiro o personagem, mas também não gostaria de tê-lo como médido, já que para ele o paciente quase sempre é "só" mais um caso raro que o instiga e nada mais. Sobre o choro que a série eventualmente provoca, é de fato raro termos episódios de forte carga dramática, mas nessa situação sempre lembro do 4x03 "97 Seconds", episódio que me deixou emocionalmente exausto quando acabei de ver.

Davi Garcia Brasil | Reply

22/4/2009 9:44:06 #

danilo m.b

Mais do mesmo...

Após ler o post, a primeira coisa que me veio a cabeça foi a sensação em comum que todas as sérias com a raríssima exceção chamada Lost ( e olha que na 3 temprada ela pecou por várias vezes) as demais caem nesse conceito de mais do mesmo.

Para quem acompanha House desde o início percebe que isso que o Pablo comentou nada mais é do que a tentativa dos roteirisitas de tentarem repetir exaustivamente os clichês que foram avassaladores no começo da série. Cá entre nós, House na primeira e até segunda temporada estava muito acima da média, porém assistindo atualmente percebo que o pr[oprio personagem perdeu de uma certa maneira o charme e interesse iniciais, na verdade náo dúvido que o tiro saia pela culatra e o tarô que o Pablo jogou em tentar dizer que House poderá ser considerado um grande personagem (o que faz sentido) não acontece e sim o oposto, ta;vez House caia na maldição dos personagens que de brilhantes insanos se tornaram insuportáveis e bobos.

danilo m.b Brasil | Reply

22/4/2009 9:50:55 #

Henrique

Apesar de acompanhar House pela tv a cabo há anos, realmente nunca fiquei "triste" por perder um episódio. Afinal, em séries como essa, perder um episódio não traz nenhum perda significativa na série.
No próximo episódio House continuará sendo estúpido e mau-amado, Cuddy continuará olhando com seus olhos azuis como um cachorro que sente pena de todo mundo, Foreman, Chase e Cameron continuarão dando seus palpites e servindo de simples coadjuvantes e Wilson sempre tentará "consertar" House.
Mas como já disse aqui uma vez, o que me interessa em House é como ele trata as pessoas e não como ele trata os pacientes.
Agora, realmente é fato, deixe de assistir um episódio de Lost pra ver o que acontece...

Henrique Brasil | Reply

22/4/2009 9:52:13 #

Tiago "The Portal" Soares

Concordo com suas colocações Pablo! Eu sou um grande fã da série, mas ela faz jus ao nome: o House é o total motivo de existência da série, tire ele da equação e tudo o que sobra é (como bem disse o Rodrigo ali em cima) o "monstro da semana".

Uma recomendação para quem quer ver justamente a série comparada com o mundo real (não sei se é o caso do Pablo, já que ele tem bagagem suficiente para saber) é o livro "A Ciência Médica de House" de Andrew Holtz. Ele tem muitas informações interessantes sobre a medicina de verdade e a mostrada na série.

P.S.: Ainda em livros, leiam Conan Doyle!
P.P.S.: IT'S NEVER LUPUS!!!! Laughing

Tiago "The Portal" Soares Brasil | Reply

22/4/2009 9:52:47 #

Henrique

Mais um comentário:
Interessante é que, mesmo mantendo a "fórmula" da série, os episódios atuais, onde Chase e Cameron não participam, se tornaram terrivelmente sem graça.

Henrique Brasil | Reply

22/4/2009 9:56:03 #

André Navarro

Antes de mais nada: post absolutamente brilhante (e hilário).

Assisti a um ou dois episódios de House. Logo de cara, a estrutura da série já ficou clara. Não gosto muito de séries que trazem uma história por episódio. Gosto de tramas longas como as de Dexter, que justamente por serem longas, tem mais tempo para desenvolver a si e a seus personagens -- e não é à toa que considero a última cena da primeira temporada de Dexter antológica -- não só porquê ilustra de forma tão interessante a psique de seu protagonista, mas porque completa a história com perfeição.

E Lost vai ainda mais longe (embora eu ainda prefira Dexter), já que sua história vem se desenvolvendo desde a primeira temporada -- ainda não comecei a assistir a quinta, mas adorei todas até então (a terceira tendo sido a mais fraca, mas ainda assim boa), e mesmo no (improvável) caso dos escritores não saberem como terminá-la, já terá valido a pena só pelos personagens -- e por episódios como aquele que envolve Ben e seu pai dentro de um carro (a música de Michael Giacchino neste episódio, aliás, é brilhante).

E séries como House parecem se sustentar apenas em seus personagens, não se importando em ter um arco dramático mais amplo, mas apenas em servir como entretenimento a cada episódio. E mesmo não tendo treinamento médico algum, lembro de ter ficado pasmo com a falta de profissionalismo do protagonista, que simplesmente vai iniciando tratamentos até que finalmente acerta algum.

E finalmente, temos porcarias como Heroes. Uma série que rouba elementos dos quadrinhos Rising Stars (de J. Michael Straczynski), Watchmen (de Alan Moore), entre outros. Assisti a primeira temporada inteira e logo ficou claro que as reviravoltas da série se limitam a um personagem previamente normal revelando um poder novo (ou Hiro viajando no tempo, claro). Além disso, temos a direção amadora, diálogos ridículos ("Save the cheerleader, save the world") e atores em sua maioria pavorosos. Não dou a mínima se a série ficou boa nas próximas temporadas -- a primeira já roubou horas demais da minha vida.

André Navarro Brasil | Reply

22/4/2009 10:10:18 #

Garota no hall

Pablo, gostei muito de seu texto. Sou fã de House - sim, mais do personagem do que da série -, mas procuro assistir aos episódios do programa com um certo intervalo de tempo justamente por causa da estrutura óbvia. O que eu gosto no Dr. Greg é o fato de não seguir a fórmula dos outros médicos da TV (OK, talvez aquele Dr. Cox de Scrubs lembre ele), o humor ácido e o egoísmo. Mas é o tipo de personagem admirável e divertido apenas na tela, pois, assim como o Sheldon de The Big Bang Theory, é alguém que não funcionaria em nosso mundo se fosse real e nem faria parte do nosso círculo de amigos.

Garota no hall | Reply

22/4/2009 10:19:00 #

Christian

duas coisas só:

mais pra frente na série vão haver momentos mais "dramáticos" e aprofundados em relação aos personagens. nas primeiras temporadas se concentraram mais nos casos mesmo, depois muda levemente

e Dexter tem cerca de 600 mins, nao 480 porque cada episódio tem cerca de 52 mins ...

;)

Christian Brasil | Reply

22/4/2009 10:19:02 #

Higgo

hAUHAHUAHUAHA Mt bom seu texto e certamente isso é algo que vem me incomodando desde a 1ª Temporada... Estou ainda no início da segunda (sexto episódio) e essa fórmula repetitiva já me cansou. Entretanto, a grande questão é: House, o personagem, é mesmo fascinante, assim como seu interpréte. Você se afeiçoa facilmente àquele crápula. Esta é uma razão para eu continuar assistindo... Muito mais pela curiosidade de acompanhar esse protagonista tão marcante, e não por ansiar para saber seu destino. Além do que, ainda tinha esperanças de que, por estar ainda na segunda temporada, nas seguintes ocorresse alguma mudança, porém, vendo comentários de pessoas que já viram tudo, creio que não muda muita coisa né? Isso me deixa com muito mais preguiça de acompanhar... O que me movia era curiosidade e esperança. A segunda já não existe mais, e não sei por quanto tempo a minha curiosidade me impulsionará.

Higgo Brasil | Reply

22/4/2009 10:21:47 #

Higgo

Ah! E concordo plenamente com que André Navarro disse sobre Heroes !!

Higgo Brasil | Reply

22/4/2009 10:21:59 #

Nilton Bruno F. Moura

" - Síndrome de Villaça-Ebert! "


Sem dúvida, uma doença muito rara !

sahsauhsauhsasauhsauhasuhsaasuhsauhasashusahusauhsauhashasu...


Séries assim, não me atraem muito. Necessitam uma história e não diferentes ocasiões para o desenrolar dos episódios.

Nilton Bruno F. Moura Estados Unidos | Reply

22/4/2009 10:23:16 #

Marcos Italo

Concordo.

Marcos Italo Brasil | Reply

22/4/2009 10:35:42 #

Marcos Jr

Só assisti a um episódio de House
e adorei
Quero acompanhar a serie
mas se for repetitivo como você falou vou acabar descartando.

Marcos Jr Brasil | Reply

22/4/2009 10:36:23 #

Paulo Afonso

Acho a série muito legal mas seu post foi mais legal ainda. Não gosto de comentar mas este não pode passar em branco: um dos melhores e mais inteligentes que já li. Parabéns.

Paulo Afonso Brasil | Reply

22/4/2009 10:48:49 #

Rafael Machado

Não se desespere, Pablo. Nas primeiras duas temporadas, House não me despertava interesse justamente por essa dinâmica extremamente repetitiva.

Já na terceira e, principalmente, nas quarta e quinta temporadas a coisa muda completamente de figura. Os "casos do dia" passam a ser completamente relegados a segundo plano. A série passa a se basear nas personagens e suas relações. Portanto, ficam muito mais interessantes.

Hoje, House, junto a Lost e Dexter, são as três séries que sempre paro para assistir. Todas as outras estão em um patamar abaixo.

Rafael Machado Brasil | Reply

22/4/2009 10:51:43 #

Daniel Pellegrini

Acho que House é tão amado por um conjunto de fatores, passando desde o status que a sociedade vê nos médicos, o chame do anti-herói e, obviamente, a atuação de Hugh Laurie. E a série desmoronaria sem ele. Basta ver que já trocaram vários personagens, continuam trocando, e a série vai continuar a mesma.

Eu também não gostaria que House fosse meu médico. Do jeito que sou azarado o meu episódio seria daqueles que, para dar uma carga dramática à série, o paciente morreria. :-P

Daniel Pellegrini Portugal | Reply

22/4/2009 10:52:30 #

Marcos Italo

TEM COMO NÃO CONCORDAR.

Gosto muito da série e sei que ela tem suas qualidades, mas tive que concordar com tudo que foi dito: ela é esquemática até a medula. E apesar de odiar repetições, me mantive assistindo a série justamente pela admiração que tenho pelo personagem de Hugh Laurie. Não tive como não concordar com tudo que Pablo disse, inclusive o que foi dito sobre House, o personagem: admiro-o, mas não queria ser próximo dele.

No momento estou assistindo a 5a temporada e confesso que já não tenho a mesma satisfação de antigamente, pois a fórmula voltou com força total. E, apesar de não funcionar como justificativa, acredito que o fato da série se arrastar por 24 episodios acaba interferindo na qualidade pois a encheção de linguiça e o sentimento de andar sem sair do lugar é frequente. Digo isso pois a 4a temporada, que devido a greve de roteiristas acabou tendo apenas 13 episódios, é para mim a melhor, justamente por ser mais objetiva. Acho que o esse numero elevado acaba evidenciando a falta de competencia dos envolvidos em contar as histórias.  

Isso explica o porquê dos melhores episódios serem justamente aqueles que evitam essa fórmula massacrante. Acrescentaria a lista também os dois últimos capítulos da 4a temporada, que claro, fogem a regra pré-estabelecida e são sensacionais.

Enfim, seria ótimo que houvesse uma grande virada na condução da série na próxima temporada porque, sinceramente, não pretendo mais acompanha-la se for para ver mais do mesmo.

PS: Vendo um dos post anteriores, não pude acreditar que você, Pablo, ainda não tenha assistido Familia Soprano. Shame on you. Brincadeira. Aguardo ansioso seus comentários sobre a série quando você vier a assisti-la. Só te digo uma coisa: prepare-se para apreciar uma obra-prima.

Marcos Italo Brasil | Reply

22/4/2009 10:53:26 #

Joaquim

Pablo, você só deixou de explicar qual foi afinal a coisa que te afligiu DEPOIS de ser operado pela primeira vez.

Não entendi se a primeira operação foi necessária ou foi um erro médico, e o problema só foi sanado realmente pela segunda, é isso???

Joaquim Estados Unidos | Reply

22/4/2009 10:59:09 #

Jaime Grebmops

Você esqueceu do momento, no meio do episódio, onde o paciente tem uma crise: uma parada cardíaca na maioria das vezes, ou uma convulsão, independente da doença e do quadro. Chamam-se as enfermeiras, começam a entubar o cara e cortam pro comercial. Quando volta o quadro já está estável, mas todo mundo já recebeu o recado: melhor resolver essa doença logo senão vai bater as botas.

Ainda assim assisto toda semana. Sou um retardado.

Jaime Grebmops Brasil | Reply

22/4/2009 11:09:49 #

Nilson Jr.

Resumo fantástico.

Nilson Jr. Brasil | Reply

22/4/2009 11:14:05 #

Elisa

Pablo, não sei se vc já fez, mas caso não tenah feito, faz um você em cena sobre séries. Com as pessoas indicando sua série favorita e por que ela se destaca das outras. Se já tiver feito algo assim, seria pedir demais pra vc colocar o link?
Bjos

Elisa Brasil | Reply

22/4/2009 11:14:32 #

Bocão

Não sei, mas acho totalmente fora de questão racionalizar House, ou tentar pensar no cenário realisticamente.. afinal, ele é um médico psicotico.(ponto)

O que importa a meu ver, é sublimar isso tudo e achar legal todo o blablabla médico que não precisa fazer sentido para ser entendido (alá  technobabble dos Star Treks), junto com os personagens caricatos, porém beeem legais, algumas situações e claro, observar o Sherlock House brincar.

40 minutos de diversão garantida que ainda não me cansaram com 5 temporadas, mesmo com toda esta estrutura repetitiva.

Bocão Brasil | Reply

22/4/2009 11:21:06 #

Lucas

É por isso que eu não gosto de House - a série. Tenho muita dificuldade pra gostar de qualquer coisa irreal.
Prefiro séries mais "realistas", como Weeds, Damages, o próprio Dexter. E recentemente Breaking Bad.
Ah, e United States of Tara!

Lucas Brasil | Reply

22/4/2009 11:23:01 #

Ren

Eu vejo assim: House, a série, é uma mistura de Sherlock Holmes (detetive ótimo com defeitos ótimos) com Scooby-Doo (o monstro sem explicação tem uma explicação). Não vejo nada de errado nisso, desde que os mistérios sejam interessantes... é como ter meu próprio narrador perturbado lendo livros de mistério pra mim.

Mais pra frente eles fazem umas coisas bacanas pra desviar um pouco a atenção da fórmula: sem grandes spoilers, a quarta temporada funciona como uma espécie de reality show, e as situações nas quais o House precisa fazer um diagnóstico ficam cada vez mais bizarras (webcam hahaha).

Adoro a série, mesmo sendo formulaica. E se a fórmula inclui o House e o Wilson pregando peças imaturas um no outro, eu assisto sempre! \o/

Ren Brasil | Reply

22/4/2009 11:26:57 #

Leonardo Tremper

Eu tenho uma pergunta, Pablo... Sua autodeclarada Hipocondria aumentou ou diminuiu após todo o lance da operação?

Leonardo Tremper | Reply

22/4/2009 11:32:40 #

Leandro

24 Horas é a mesma coisa. Sempre na metade tem algo gigante que mata meio mundo para no final o resto da ameaça(ou até as temporadas que eu tive paciência de ver) mudar para algo novo(mais perigoso) que não acontece(já que o agente salva o dia).

E tem aquela frase batiiiida: "A vida de milhares de pessoas..." Usada para convencer todo mundo. É um porre.

Leandro Egito | Reply

22/4/2009 11:42:15 #

Felipe Stephan

Chorei de rir... House é isso mesmo: interessante, mas repetitivo... parabéns pelo blog, Pablo. Entro nele a anos, mas nunca comentei nada... até agora! O post de hoje foi sensacional... abração

Felipe Stephan Brasil | Reply

22/4/2009 11:53:11 #

Baldin - MP13

ah! Star Trek é a melhor...

Baldin - MP13 Brasil | Reply

22/4/2009 12:02:14 #

Marco Antonio

Mas,Pablo,o que você tinha ?

Marco Antonio Brasil | Reply

22/4/2009 12:11:34 #

Rafael Maranhão

Por posts como esse que leio o teu blog.

Rafael Maranhão Brasil | Reply

22/4/2009 12:12:02 #

robfarah

House muda bastante a partir da terceira temporada.
Discordando de muita gente, eu gostei dos novos médicos.

robfarah Brasil | Reply

22/4/2009 12:23:10 #

Guilherme [7WOA]

Muito legal o post. Não tem o que discutir sobre a tal fórmula. House segue mesmo uma linha parecida na grande maioria dos episódios, e o fato de você ver muitos episódios em um curto período de tempo acaba saturando ainda mais esse esquema. Digo isso mesmo admitindo que House é uma das minhas séries favoritas.

Entretanto, espero que realmente não deixe de acompanhá-la, já que considero a terceira temporada a melhor de todas, talvez justamente pelo fato de possuir vários episódios que fogem um pouco da tal fórmula padrão. A partir da terceira, como alguém já disse, os casos médicos passam a dividir o foco com o desenvolvimento dos personagens, o que torna a coisa muito mais interessante. Hugh Laurie faz um trabalho genial e a série ganha muita força a partir de então.

House funciona melhor em doses homeopáticas, mas não deixa de ser uma série divertidíssima, com alguns episódios geniais. No mínimo, funciona como um ótimo entretenimento.

Guilherme [7WOA] Brasil | Reply

22/4/2009 12:58:11 #

Filipe Guimarães

Também gostei muito do post. No início sempre falavam sarcoidose e lupus! Incrível! E sempre tinha gente tendo convulsão! Depois diminuiu... acho que eles aprenderam o nome de mais doenças.

Eu queria ver o House tratar desses casos aqui:
http://www.oddee.com/item_96597.aspx
http://www.oddee.com/item_96586.aspx
http://www.oddee.com/item_84847.aspx

Filipe Guimarães Brasil | Reply

22/4/2009 13:20:31 #

Émerson Silva

Depois desse tal de Twitter esse blog já não é mais o mesmo. Agora é 01 atualização a cada século. Damn twitter!

Aquele abraço!

Émerson Silva Brasil | Reply

22/4/2009 13:25:42 #

Eduardo Sandrini

Meio off topic.
Pablo, vc assisti a série Sarah Connor Chronicles? Queria saber o que vc acha dela.

Eduardo Sandrini Alemanha | Reply

22/4/2009 13:38:10 #

Elisa

Parece que já teve um você em cena sobre isso... Me lembro vagamente de algo assim. Bom,de qualquer forma, Pablo, comecei a assistir a In Treatent semana passada, porque já vi vc falando bem sobre a série. No priemiro episódio eu não gotei muito, mas acho que foi por que o formato é meio diferente, um cenário, dois atores, não estava acostumada, achei meio estranho. Aí vi o segundo episódio com Alex, me apaixonei pela série. Estoua gora no terceiro episódio da priemira temporada. É muito interessante a série.

Elisa Brasil | Reply

22/4/2009 13:39:34 #

Jefferson Domingos de Assunção

Concordo com vc, Pablo. Mas o legal de House eh isso, mesmo elesendo totalmente anti-etico, ele consegue curar seus pacientes (mesmo tendo um tom de fantasia nisso, ja q algum dia ele iria errar e ter sua licença caçada, algo q nunca aconteceu). E sem contar o personagem q mesmo sendo daquele jeito dele, consegue conquistar a todos os fas.

Jefferson Domingos de Assunção Brasil | Reply

22/4/2009 13:44:48 #

Pablo

Emerson, "um post a cada século"?!

Só em abril foram 42 posts até agora, uma média de quase dois por dia!
www.cinemaemcena.com.br/.../default.aspx

Pablo | Reply

22/4/2009 13:46:58 #

Patricia Vieira

Não pare de assistir a House na segunda temporada! A quarta foi a melhor de todas na minha opinião. Os episódios que fogem desta fórmula e a interação dele com Cuddy e Wilson são incríveis!!!!!

Patricia Vieira Brasil | Reply

22/4/2009 14:04:59 #

Tiago Mancin

Pablo e sua mania de só responder post's que não são a seu favor, hehehe.

Marco Antonio perguntou o que o Pablo tinha, e pelo que me lembro, haviam diagnosticado apendicite e na última hora descobriram que ele tinha uma perfuração no intestino. Foi operado e depois teve infecção, o que o levou à sala de cirurgia novamente.

Pablo, tenho uma vaga idéia do que tenha sido este seu sofrimento. Fui operado na semana passada de apendicite mesmo, e a dor é insuportável. Fora que vivia me sentindo fraco, pelas minhas constantes idas ao banheiro para vomitar.
Não comparo meu sofrimento ao seu, mesmo porquê, inflamação no apêndice não é nada raro e o alívio que senti após a cirurgia veio de forma imediata.

Mesmo reconhecendo a mediocridade de meu sofrimento (próximo a, por exemplo, uma senhora que gritava de dor a noite toda no quarto ao lado) não o desejo para meu pior inimigo.


Grande abraço.

Tiago Mancin Brasil | Reply

22/4/2009 14:20:48 #

Chemis

Quanto a House, realmente ele é péssimo como pessoa e como médico é experimental demais ("vamos abrir a cabeça do paciente e realizar um procedimento X, se a fala dele embolar o diagnóstico se confirma"), mas impressionante que a Cuddy sempre dá luz verde para as maluquices dele. Que é outro elemento da fórmula. "Cuddy preciso serrar o paciente em 3 pedaços simétricos para confirmar a síndrome de Villaça-Ebert", "Mas House, isso é um absurdo, jamais permitirei" - ao que House responde algo misógino que insulta a capacidade de decisão de Cuddy e ela cede. (??)

Quanto a Dexter (que eu adoro), tenho que discordar um pouco. Apesar de ter mais continuidade por tratar de uma história por temporada, tem um pouco de fórmula sim. Estou no final da 2º temporada e percebi que há um certo padrão no seguinte esquema: Dexter está cada vez mais próximo de ser pego, ele começa a fazer todo um drama na cabeça dele, mas quando se desvenda o suspeito-da-hora nunca é o Dexter. Tipo assim: "Meu Deus, descobriram!" "Ah, ufa, foi por pouco". É assim toda hora.....

Chemis Brasil | Reply

22/4/2009 14:24:31 #

Chemis

Ah, outra coisa sobre House: é comum que tenha sempre tantos diagnósticos bizarros e quase impossíveis de realizar?

O que Jack Bauer faria se houvesse um problema que só desse para resolver em 3 dias??? Chamava o Chuck Norris?

Chemis Brasil | Reply

22/4/2009 14:40:46 #

Pedro Stancioli

Pablo, excelente post, mas só deixou de mencionar uma linha alternativa para os episódios, em que há a suspeita de câncer, médicos fazem a biópsia depois de algum conflito (família não deixa, é arriscada demais etc), confirmam o câncer, avisam pro paciente (ou família), cena dramática em seguida, e Wilson fala alguma trivialidade que leva a House a diagnosticar outra doença e paciente é salvo e todo mundo fica feliz.

Apesar dessas fórmulas, concordo que a série é divertida e serve muito bem como entretenimento.

Pedro Stancioli Brasil | Reply

22/4/2009 14:48:22 #

Joca

LOST ARRISCA!?!?!?!

HUHAUAHUAHAUHAUAHUAHAUHAUAHAUHAUAHAU!!!!!!!!

Pablo fala dos outros mas ele sim também deixou o conceito de uma série ofuscar seu senso crítico.

Qual o risco em um episódio botar um monstro, em outro números malditos, em outro uma estátua grega, em outro um cara de 1000 anos que nunca morre, em outro um que já morreu e ressuscitou e NUNCA explicar nada?

Me desculpe ofender sua série predileta, Pablo mas qualquer idiota faz uma série jogando enigmas desconexos uns por cima dos outros e dando a entender que tem um segredo tão bom nas mãos que ninguém descobriu ainda, sendo que na verdade não tem nada a não ser um castelo de cartas que ainda não desmoronou.

Joca | Reply

22/4/2009 14:49:48 #

Roberta B. Araujo

E por falar em séries... e fugindo do tópico de House...

Vocês já viram um vídeo no You Tube de um "episódio piloto de 24 horas que "supostamente" vazou em 94"? Smile

Coloquei tudo em aspas porque na verdade é uma brincadeira imaginando como seria o piloto de 24 horas se este tivesse sido feito na época da Internet discada, da impressora matricial, do videocassete e quando ainda não havia celular.

É muito engraçado!!! Vale a pena!!! Smile

Roberta B. Araujo Brasil | Reply

22/4/2009 15:20:35 #

Anselmo Caparica

Pablo, você já assistiu Battlestar Galactica? Seriado muito bacana. Uma ficção científica que consegue se aproximar do público comum (aqueles que não são nerds e por aí vai). Também tem ótimas discussões políticas que servem para os dias de hoje.

Um abraço,

Anselmo

Anselmo Caparica Brasil | Reply

22/4/2009 16:07:47 #

Alex Melo

São poucas as séries com fórmula que funcionam bem, como house, CSI (que para alguns funciona, para outras é um saco) e um Boston Legal (que é meio formulaico, mas também foge um pouco em vários episódios). Na 3ª temporada de house até tentam fugir um pouco mais, mas não muito...

House funciona por seu ator e o jeito de ser, não tem outra explicação. Hugh Laurie está brilhante no papel.

Já sobre médicos, os pacientes são tão maltratados até se descobrir o que ocorre que não sei mesmo se gostaria de um médico assim.

Alex Melo Brasil | Reply

22/4/2009 16:30:26 #

Yuri

Post genial Pablo. Resume perfeitamente a estrutura da série e o por quê de eu ter dito, em um post anterior (Séries em cena) que só consigo assistir um ou outro eps de House, nunca uma temporada inteira seguida. EU, que de crítico de cinema não tenho nada, me aborreci com a repetição da formula, ainda que não soubesse exatamente com o quê que estava aborrecido ou porque a série não havia me fisgado como a tantas outras pessoas.

Yuri Brasil | Reply

22/4/2009 18:07:11 #

Ribeiro

Ótimo post...hahahahahaha...

De fato, uma das coisas mais desestimulantes nas séries é a "fórmula" ou o "monstro da semana". Lembro-me que quando assisti o 1° episódio de Smallville, achei-o até bem feito e interessante. Depois de uns 5 ou 6 episódios (isto porque sou insistente), não tinha mais a mínima paciência para aquilo. Ademais, não tinha o menor cabimento uma "smallville" onde monstros perigosos e com superpoderes surgiam periodicamente sem que houvesse maior estranhamento.

  

Ribeiro Brasil | Reply

22/4/2009 18:16:17 #

Fernando TIM

"mas jamais me ocorreria chorar por qualquer dos personagens de House, mesmo em episódios dramáticos e eficientes como Euforia Parte 2"

Espere então por House's Head e Wilson's Heart, season finale da 4ª temporada...

Fernando TIM Brasil | Reply

22/4/2009 18:51:20 #

Maira

Bem lembrado Fernando!



Maira Estados Unidos | Reply

22/4/2009 18:59:13 #

Julio

Putz, foi ver um episódio de House que se percebia que a fórmula era "CSI: Sherlock Holmes (manco drogado ranzinza) as a Doctor!!!"

Julio Brasil | Reply

22/4/2009 18:59:26 #

Pedro S. E.

ótimo post =)

Pedro S. E. Brasil | Reply

22/4/2009 19:11:10 #

Lisandra

Ótimo post! "Minino"!! O__O" Vc teve bastante paciência para transcrever os dialógos!! House é isso mesmo! Pura fórmula! A série é suportável graças ao talento do ator Hugh Laurie. Mas eu não esperava algo muito diferente disso, afinal trata-se de uma série que se passa dentro de um hospital. É rotina pura. Vide ER, Grey's Anatomy (chatíssima... dei um tempo na 4 temporada). Como fazem sucesso, ne?! ER já está na 10 temporada!! Haja paciência! Quanto a querer o cara como médico... sem chance! Me deixe morrer logo. rsrsrsrs Infelizmente, para nós, o Dr. House representa o comportamento da maioria da classe médica, que se preocupada mais com o seu próprio ego e a conta bancária do que com os seus pacientes.

Faço coro (com Anselmo Caparica) para que vc assista tb Battlestar Galactica! :-*

Lisandra Brasil | Reply

22/4/2009 19:13:27 #

Eduardo

Pablo, comecei a assistir House mês passado pela Universal, e, por isso, costumo ver episódios aleatórios, um de cada temporada. Mesmo assim, até hoje não houve nenhuma situação em fiquei perdido em relação à trama ou aos personagens. House é quase como Law & Order pra mim, não é necessário saber absolutamente nada sobre a série pra poder assisti-la e, por incrível que pareça, gostar e se divertir.

Achei o post hilário e concordo muito! Até por isso, peço pra que você assista Grey's Anatomy, que também é uma série médica que, vez ou outra lida com casos muitissimos interessantes ao mesmo tempo que trata das relações dos personagens de forma sensível e verdadeira.

Eduardo Brasil | Reply

22/4/2009 19:48:50 #

Eduardo

Pablo, mas convenhamos que HOUSE ultrapassa os limites de um seriado médico, ok?
O que me mantém preso ao personagem e, consequentemente, à propria narrativa;
é a maneira como a questão do " everybody lies" é tratada, com um quê nelson rodriguiano. Geralmente o chamado "espírito humano" ocidental - quando se encontra vitimado por alguma circunstância como doença, morte, acidente, datas cristãs, etc. - manifesta-se por falsa comiseração (eu disse geralmente). Na minha humilde opinião, ainda que os episódios soem repetitivos, HOUSE me faz lembrar do livro " O Homem Medíocre", de José Ingenieros; bem como toda a carga de vitimização a que estamos condicionados por nossos problemas emocionais.    

  
  

Eduardo Brasil | Reply

22/4/2009 19:50:22 #

Felipe Dias

Por essas e outras que eu não gosto de séries. As que contam episódios isolados caem nesse formulismo e as que são planejadas como uma grande trama acabam caindo na necessidade de sempre fazer sucesso e perdendo força com o tempo. Se uma temporada faz sucesso, os produtores rapidamente fazem outra, sem parar para pensar que justamente o fato da história não terminar podem destruir tudo de bom que já havia sido estabelecido. Poucas séries têm a coragem de encerrarem no auge, com o final que a história pede e pronto. Isso quando o fenômeno "novela brasileira" não se faz presente, onde os roteiristas mudam a história arbitrariamente sem se importar com qualquer lógica apenas para agradar o público e garantir audiência.

A bem da verdade, para se contar uma história é necessário também saber onde colocar o seu final.

Felipe Dias Brasil | Reply

22/4/2009 19:58:16 #

Felipe Fonseca

Muito bom, Pablo!!

Algumas séries, como House, continuam sendo sucesso e são de fato viciantes graças ao protagonista ou elenco (aqui é por causa do protagonista). Mesmo assim, são poucas. Assim como são poucas séries cinematográficas que se mantém apenas nessa fórmula.

Eu também sou grande fã de LOST e Dexter, entre outras coisas, pela coragem de ousar e modificar as próprias "regras". De ir além do B+a=Ba e buscar inovações narrativas. Essas sim são as séries, ao menos para mim, que mais marcam. (Para sitcons meus critérios são outros, muito mais baseados no texto).

Eu fui um dos que respondeu no seu Twitter que eu gostaria de ter o House como médico (após assistir as 3 primeiras temporadas, comecei a temer uma doença misteriosa!! rsrsrs). Mas de fato, pensando melhor, não seria uma escolha tão... confiável.

Felipe Fonseca Brasil | Reply

22/4/2009 20:23:22 #

Felipe Dias

Pablo

Emerson, "um post a cada século"?!

Só em abril foram 42 posts até agora, uma média de quase dois por dia!
www.cinemaemcena.com.br/.../default.aspx


Foi só uma hipérbole.
Ele quis dizer foi que o ritmo de posts caiu depois do twitter.
Fato meio óbvio.

Felipe Dias Brasil | Reply

22/4/2009 20:24:25 #

Fernando Belincanta

Como meu "xará" disse, a  season finale da 4ª temporada é mto boa (House's Head e Wilson's Heart...)

Fernando Belincanta Brasil | Reply

22/4/2009 20:24:47 #

Felipe Dias

PS: mas se for pro blog ficar parado uns dias sem atualização para fazer posts como esse, por mim tudo bem!

Felipe Dias Brasil | Reply

22/4/2009 21:04:28 #

Vagner Segantim

Pablo fez um mega post, e bem legal inclusive. Eu gosto de House, assisto regularmente e sei muito bem dos prós e contras da série. Às vezes tem que seguir vários episódios medianos para ver um que seja muito bom. O que salva os episódios não são nem os casos absurdos que recebem resoluções inesperadas (às vezes extremamente forçadas), mas os diálogos entre os personagens e a sempre marcante interpretação do Hugh Laurie. Ver as conversas entre House e o Wilson se não interessantes, são ao menos engraçadas. Creio que a 3ª temporada tenha sido a melhor até agora, devido a um arco narrativo maior que foi criado, tentando amarrar melhor os acontecimentos. E os episódios que se sobressaem em cada temporada sempre são marcantes, como o atual Simple Explanation da 5º temporada. Acho a série ótima e um bom passatempo.

Vagner Segantim Brasil | Reply

22/4/2009 21:05:07 #

Indy-Joe

House é um bom seriado. Adorei as duas primeiras temporadas, mas a formula realmente desgasta rapidamente e agora apenas a acompanho achando uma boa serie descompromissada. As vezes fico semanas sem pegar um novo episodio. Queria muito que eles dessem uma radicalizada na estrutura da serie assim como fizeram em Lost.

Pablo assista How i met your mother, outra boa serie descompromissada. Não é genial, mas tem personagens carismaticos (barney é ótimo) e é engraçada (mas nao chega ter cenas hilarias)

Indy-Joe Brasil | Reply

22/4/2009 21:38:54 #

Thiago Aggio

Pablo, agora faça um post sobre Six Feet Under!
Abraços

Thiago Aggio Brasil | Reply

22/4/2009 21:51:09 #

Bruno

Sobre House. Ao assistir o seriado tive a impressão que a medicina nunca foi o mais importante. Ela me parece mais uma desculpa para que outras coisas sejam discutidas. Ora, vamos lembrar de alguns temas que foram abordados "marginalmente" aos enigmas médicos: o candidato a presidência negro (primeira temporada, no início da obama-mania), a iminência da morte (dos protagonistas, inclusive), os deabtes épicos sobre a possibilidade de mudança da humanidade. Os diálogos entre House e Wilson, as vezes curtos, jogam na nossa cara: otimismo e pessimismo.
O que quero dizer é que os enigmas são o de menos. E o principal são os personagens e seus conflitos. Os pacientes estão lá apenas para levá-los a questionarem suas atitudes diante de seus próprios "demônios". E isto ocorre com House, apesar de ser ele o que menos "muda". Sua covardia e dificuldade de mudar é exposta em vários episódios e nunca é abordada com "moleza". Ou seja, ela nunca é justificada pela racionalização do personagem.
Acho que o que mais chama a atenção é isso. Os diálogos e as pequenas reflexões que eles carregam. O enigma... Fodas...
Em termos de linguagem, acho que o Pablo tem razão. Não vemos em House muita ousadia com a câmera. Apesar de algumas coisas serem bem bacanas. As vezes a distãncia entre médicos e pacientes são mostradas de um modo diferente. Ou métaforas visuais que ocorrem a todo tempo, mesmo que de modo rápido. Mas ainda sim o forte em House é o texto, e a análise sobre a condição humana.

E quanto a recurso narrativo, flasback, flashfoward e viagens no tempo, são de certo modo a mesma coisa. Um vai pra frente ou para trás e outro para qualquer tempo. O que quero dizer é que é a mesma coisa, ou seja, é o acesso a uma parte da história, do tempo, de modo fragmentado. Portanto, trata-se de uma narrativa não linear. Não gosto muito de Lost e não é pelo seriado em si, a história que não prende muito, acho meio chato esta coisa de ilha. Mas de certo modo ele trata da condição humana, também. Só que em vez de um hospital, escolheram uma ilha.

O que quero dizer é que o seriado, é por definição, "repetitivo". Ele tem uma base, uma estrutura, que não se altera muito. O grande lance é o que ele apresenta, e aí, o que fortalece ele são os personagens. Cara, veja Seinfeld. É ótimo, a mesma fórmula, sempre, e sempre bom! Porque no final o que interessa é a força do personagem e, principalmente, do ator que o carrega.

Acho que em televisão a discussão estética é pequena, talvez porque tenha que ser antes de mais nada comercial. E então surgem boas séries, que causam uma discussão estética breve, mas que, sempre, mantêm o foco nos personagens e nas motivações dos personagens. Dexter é assim, o Dexter fica em todos os episódios procurando justificar a sua desumanização. E isso é que faz do seriado bom. Não se vê, sob perspectiva estética nada muito diferente, algumas vezes coisas bem pontuais surgem, mesmo assim o foco é a racionalização da desumanização. E que metafora maravilhosa: um serial-killer sanquinário que mata assassinos. A métafora é excelente. Um sujeito que acredita ser desumano, mas que sustenta a sua desumanidade em um código de moral e ética próprios e que se adequam a outros códigos. Mais humano do que isto impossível.

Estou escrevendo demais e comecei a perceber que as séries boas, comédias ou dramas, abordam sempre a mesma coisa: a contradição da condição humana. Cada uma acha uma entrada e a utiliza. Mas algo acho que é real, por serem seriados, sempre possuem fórmulas, e sempre o foco e força está em textos dramáticos bons, não pela iventividade, mas sim pela "discussão filosófica" sustentados por personagens fortes.

E sobre os médicos... eu gostaria de um médico como House. É claro que se ele não fosse um cretino seria bem melhor. Mas se alguns aqui tiveram sorte de encontrarem bons médicos, que bom. Mas deem uma sondada por aí. Percebam em consultas como que os médicos quase não olham nas pessoas. Sequer prestam a atenção para o que o sujeito manifesta como dor. É engraçado, outro dia fui no médico e ele parecia saber, ou achar que sabia, mais do que eu sobre os meus sintomas.

Bruno Brasil | Reply

22/4/2009 22:37:43 #

Robson França

Então, Pablo. O fato é que detestei Lost exatamente por que sua fórmula era justamente a falta de uma fórmula, uma estrutura narrativa minimamente lógica que poderia mudar sem problemas desde que não quisesse quebrar essa estrutura o tempo todo só para aparecer.

No caso de House várias coisas vão acontecer na terceira temporada que é, junto com a quarta, as melhores da série. Você não foi o único a perceber que, se não fosse por Hugh Laurie e sua interpretação da personagem, talvez a série não tivesse durado tanto tempo. Não quero revelar spoilers, mas muita coisa vai passar por debaixo da ponte. Coisas que vão fazer o House questionar suas atitudes, e colocar todo o seu "universo" em cheque. Mas, diferentemente de Lost, não precisamos ficar numa relação amor / ódio com um dos personagens. Tampouco entrar no espírito dos flashback e flashforwards. Finalmente, Matthew Fox é uma manteiga derretida e faltou em várias aulas de teatro. Sei lá, não acho ele toda essa Coca-cola. E mesmo Michael Emerson (Ben) é um ótimo ator, mas já era tarde demais. O anzol tinha escapado e não fiquei mais "perdido" pela série.

Notei pela sua lista de séries que não há a nova versão da série Battlestar Galactica. Recomendo fortemente, pois é excelente. Tanto eu como minha esposa aprovamos a série. Outra série simpática, mas muito formulaica, chama-se "Eureka". Se tiver tempo e não se importar com a estrutura básica da série, é uma boa opção por ser leve e relativamente divertida.

Abraços

Robson França Brasil | Reply

22/4/2009 23:06:22 #

Rafael Maranhão

Briga entre Marcelo Tas e Diogo Mainarde pelo twitter, pelo visto a ferramenta está rendendo...

Rafael Maranhão Brasil | Reply

22/4/2009 23:51:37 #

Eric

Interessante observar por boa parte dos comentários como temos uma grande "afinidade" por pessoas/personagens misantropos, contanto que fiquem bem longe da gente. Rss...
É óbvio que dos 47 minutos de cada episódio só se "salvam" aqueles parcos minutos de diálogos entre o House e o Wilson, ou (em número ainda menor) a Cudy. Por isso gosto tanto da quarta temporada onde boa parte desses diálogos são simplesmente viscerais e acontecem em maior número/tempo!
Confesso que assistir alguns episódios do House está me fazendo reler Charles Bukowski, esse um outro misantropo de carteirinha só que, como sabemos,  foi do mundo dos vivos e que adorava detonar a nossa raça. A humana.

Eric Brasil | Reply

23/4/2009 0:44:12 #

Carlos

Oi, Pablo! Grande post, interessante e hilário!

Sou fã de House, e enquanto eu concorde com você quando à fórmula utilizada, é bom atentar a uma coisa muito importante.

A série é sobre o médico (chama-se HOUSE), e não sobre hospital e os doentes. As doenças funcionam como pano de fundo para explorar o personagem, sua rabigisse e como ele se relaciona com companheiros de profissão e pacientes. Assim, a estrutura utilizada permance inalterada em muitos episódios como uma fórmula, mas não são elas o objetivo da série.

O objetivo da série é utilizar esses elementos para explorar o personagem.

Enquanto as duas perimeiras temporadas realmente são um pouco repetitivas, isso começa a mudar a partir da terceira, quando os autores começam a se arriscar mais, dando ainda mais ênfase não só ao House mas também aos personagens secundários, chenago ao ápice na quarta temporada.

PS: Viu como House nem é tão absurdo assim? Ele cria mil e uma teriorias e faz centenas de exames complicados, quando numa epifania descobre uma resposta as vezes até simples. O seu caso foi o mesmo. Muitos exames complicados, e o diagnóstico saiu num simples raio-x! Smile

Carlos Brasil | Reply

23/4/2009 0:57:01 #

Lucas

Uma boa analise da serie, para alem de sua estrutura engessada, é essa aqui (embora o critico tenha se equivocado em relaçao a uns eventos e temporadas):

http://www.contracampo.com.br/88/pghouse.htm

Lucas Brasil | Reply

23/4/2009 1:39:09 #

Filipe da Mata

Boa noite Pablo,

não descordo de você, House tem uma fórmula bem batida. E acho que quem é fã já percebeu isso faz tempo, porém apresenta um humor negro, um fascínio que é dificil de explicar. Sempre deixo para ver um episódio de House depois dos episódios das outras séries que acompanho, e faço isso porque sei que se nenhum deles me agradar, com House dificilmente me decepcionarei.

Outra coisa, você falou que dificilmente se emocionará com algum episódio, mas espere até chegar em House's Head.....e olha que sou muito "insensivel", até hoje posso contar nos dedos as vezes que chorei vendo ficção. Que eu me lembre isso somente ocorreu com "As invasões Bárbaras", é um belo filme e me lembrou o meu pai, o episódio "The Constant" da 4º temporada de Lost, e em "A procura da felicidade" quando as realizações do protagonista te deixam numa felicidade quase subita.

Por isso, por mais repetitivo que possa parecer, tente não desistir de House, garanto que não vai se arrepender.

Filipe da Mata Brasil | Reply

23/4/2009 2:42:08 #

cecilia

Comecei a assistir House numa madrugada tediosa e insone. Me prendi de tal maneira que até hoje não consigo compreender. Talvez seja o charme de House, o jeitão estranho e exagerado e aquela impressão "what the fuck" ao vê-lo pela primeira vez. Porém, é, de fato, uma fórmula repetitiva. Se não fosse por House e Hugh Laurie, não teria durado tanto. Assim, eu só assisto quando dá, como Law and Order e seus derivados. E nunca acho que perdi grande coisa - diferente de séries como "Lost": perdeu um, perdeu tudo (vide meu pai, coitado, que nunca consegue ver "Lost" direto e me liga desesperado para saber o que raios está acontecendo).

E é claro que não gostaria de ser atendida por um House da vida. Ok, ele é um gênio, mas prefiro um médico que ao menos me olhe. Há algum tempo, minha irmã perdeu seu bebê e correu para o hospital na madrugada. Quando cheguei lá com minha mãe, a médica teve a capacidade de dizer na nossa cara o seguinte, em palavras similares: "nossa, ela perdeu tanto sangue que olha, nem sei como está viva!". E disse isso na maior normalidade, como se fosse super bacana ter minha irmã sendo levada às pressas ao hospital por causa de um aborto espontâneo. Aparentemente, essa criatura era a melhor médica do local, porém, fiquei com tanto ódio da falta de sensibilidade dela que nem sabia mais se poderia confiá-la. Não basta ter perdido o sobrinho, ainda tive que viver por horas com a possibilidade da minha irmã também ir - pois, claro, depois da bomba, a doida sai andando sem dar maiores informações e nos deixa no vácuo. Nesse momento, tudo que quis foi um médico sensível o bastante para dar a notícia de modo no mínimo caridoso. Não estava pedindo por um abraço confortante nem nada, apenas um "teve complicações, aconteceu isso e aquilo, mas por enquanto ela está bem e daremos maiores informações depois". Afinal, é o mínimo! Por isso mesmo, jamais desejaria um House, para mim ou para meus familiares. Minha mãe merece mais do que isso, e eu também.

cecilia Brasil | Reply

23/4/2009 2:44:02 #

cecilia

Me desculpe o longo comentário, quase um desabafo. ahahahahaha Mas é que eu lembro de, na hora, ter olhado incrédula para a sujeita e ter pensado: Ok, o House está na minha frente! Só faltou ela nos dizer "everybody lies"... Tong

cecilia Brasil | Reply

23/4/2009 3:18:11 #

Felipe Dias

Essa sensibilidade deveria ser pré-requisito para qualquer profissão que lide diretamente com outras pessoas. Sobretudo na Medicina, que envolve situações delicadíssimas.

Felipe Dias Brasil | Reply

23/4/2009 5:06:27 #

barbara

pablo, falando no seu estado de saude, eu acho q vc vai piorar e ateh ter um ataque quando vir isso aqui: diversao.terra.com.br/.../...e+com+Demi+Moore.html

barbara Reino Unido | Reply

23/4/2009 8:59:21 #

Nilton Bruno F. Moura

Creio que em muitas profissões a insensibilidade deveria estar presente, tais quais juízes, policiais, seguranças(pessoais), entre outros.

Quando a pessoa está insensível, ou inerente a qualquer apelo emocional; é possível analisar melhor as alternativas mais relevantes para o desenrolar de sua atividade.

Mas lógico, que sei que existem muitas pessoas que trabalham muito melhor quando seu emocional está à flor da pele, fazendo com que o seu limite emocional faça suas ações serem mais bem aproveitadas e canalizadas. (Um jogador de futebol? basquete? tênis?)


Nilton Bruno F. Moura Estados Unidos | Reply

23/4/2009 9:58:25 #

André

Pablo, sempre me interesso por seus estudos/análises de personagem e, na minha impressão, House é mais sobre o personagem e o que está "além" do que sobre o que ocorre.

É incrível e decepcionante ver que House está certo, às vezes. É emocionante quando vemos a sua autodestruição impedir um relacionamento saudável e, mesmo assim, temos pena da dor que sente, solitário. O sujeito é complicado, profundo e isto é o que o torna tão atraente!

Porque ele é assim? Porque ainda tem amigos? etc. etc. Como estudo da "raça humana" e seus comportamentos, adoro House. É algo que mostra as pessoas não apenas unidimensionais, mas como capazes de atos contraditórios e, ainda assim, humanos. Comparo ao personagem de Matt Dilan em "Crash", aquele policial preconceituoso...

Mas ainda assim, concordo com a fórmula que você descreveu.

PS: agora vou falar qualquer coisa super ruim pra te provocar a me responder o comentário! (heheheh - brincadeira).

André Brasil | Reply

23/4/2009 12:01:36 #

Tiago Lipka

Poxa, lembro de ter pedido um comentário no blog sobre House, mas não imaginava que seria atendido e com tanto conteúdo =O

Mesmo assim, valeu pelo comentário! (mesmo que eu não concorde 100%)

o/

Tiago Lipka Brasil | Reply

23/4/2009 12:20:02 #

Samantha

Eu amo House (a série e o personagem). Sou completamente viciada. Mas a estrutura do seriado já mudou um pouquinho. Aguarde e verás. Aliás, você AINDA não chorou, mas vai chorar, sim. Posso te garantir. A não ser que você seja um completo insensível (e eu sei que você não é =P).

Samantha Brasil | Reply

23/4/2009 12:26:56 #

Erick

Pablo, por favor faça algum comentário sobre A Sete Palmos.
Pode ser superficialmente, já que não é uma série atual, mas gostaria de saber o que você acha dos roteiros, atuações e etc.

Erick Brasil | Reply

23/4/2009 13:03:08 #

Tiago Lipka

Ah, e concordo com a Samantha... o final da terceira temporada é fodona! (na falta de um termo melhor =P)

Tiago Lipka Brasil | Reply

23/4/2009 13:19:43 #

Émerson Silva

Pablo

Emerson, "um post a cada século"?!

Só em abril foram 42 posts até agora, uma média de quase dois por dia!
www.cinemaemcena.com.br/.../default.aspx

Foi só uma hipérbole.
Ele quis dizer foi que o ritmo de posts caiu depois do twitter.
Fato meio óbvio.

Pablo, foi bem como o Felipe Dias falou...e óbvio que você entendeu que foi maneira de falar. Mas que é um fato, isso é.
Mas eu entendo que isso também é coisa de quem tá empolgado com o novo brinquedinho...rsss e pior pra mim, que não sei nem pra onde vai esse tal de Twitter e estou sentindo falta de posts com maior frequência.
É isso.

Aquele abraço!

Émerson Silva Brasil | Reply

23/4/2009 13:19:48 #

Thiago

OFF TOPIC (já que isso aqui já cresceu demais): É impressão minha ou a seleção de Cannes esse ano está particulamente interessante?

Thiago | Reply

23/4/2009 13:33:05 #

Pedro Stancioli

Off-topic:
Lula na imprensa estrangeira
www.bbc.co.uk/.../090422_pressnewsweek_rw.shtml

Pedro Stancioli Brasil | Reply

23/4/2009 13:33:27 #

Felipe Lima

Pablo, concordo com tudo que você falou, e mesmo assim adoro a série, mas pelo personagem título do que pela série em si. Sou um manipulado feliz!

Felipe Lima Brasil | Reply

23/4/2009 13:39:36 #

Jefferson Domingos de Assunção

Síndrome de Villaça-Ebert

Pablo Villaça + Roger Ebert

kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Jefferson Domingos de Assunção Brasil | Reply

23/4/2009 14:13:04 #

Paulo Afonso Ribeiro

Melhor post do ano. ;)

[]s

Paulo Afonso Ribeiro Brasil | Reply

23/4/2009 15:55:51 #

Bocão

Hmmm..
Todo post de serie tem uma Galera pró Battlestar Galactica.
Vou aumentar a voz: a série é muito boa, vale cada minuto assistindo, mesmo com final, polêmico. E Caprica esta prometendo também..

Bocão Brasil | Reply

23/4/2009 18:47:27 #

Anderson Cassoli

Sensacional esse post. Ri muito... e como quase todos, concordo plenamente que a estrutura é repetitiva, mas também não consigo parar de assistir. Não sei se alguém citou mas a 4ª temporada tem um atrativo a mais: Dra. "Treze".

Anderson Cassoli Brasil | Reply

23/4/2009 20:39:07 #

Lucas

House segue essa estrutura básica pois foi criada para ser assim ... Diferente das series como Lost, as series do Joss Whedon(que apesar de terem um conteudo geralmente bobo, como trama está sempre seguindo em frente) e Legend of the Seeker, House foi criada para ter casos da semana e ser uma série casual mas isso não tira o mérito de ela ser uma série casual espetacular.
O concenso de que House tem uma estrutura fixa e que em poucos (e excelentes episódios ) ela deixe isso levemente de lado é geral mas isso não faz com que ninguem ache a série ruim ou pare de assistila ... o maximo que essa estrutura repetitiva faz é forcar a ver a série como ela foi criada para ser, casual.
É claro que essa estrutura casual tem um motivo, e ele é o motivo de sempre: Dinheiro.
Com uma série de estrutura casual, a audiência casual passa a acompanhar a série quando dá ... sem o comprometimento necessário de Lost e outras séries mais dinâmicas.


Pablo parabéns pelo post ... dei muita risada com seu episódio padrão de House, pois você escreveu a fórmula exata de House . E fique trânquilo que episódios bons virão e mudancas nos ingredientes da formula também.

Lucas Brasil | Reply

25/4/2009 0:00:35 #

Samantha

Os dois últimos episódios da quarta temporada também são fantásticos. Mas é melhor não criar expectativas. Vai que você resolver dar uma de durão. =P

Samantha Brasil | Reply

25/4/2009 0:44:26 #

Samantha

*resolve. ;)

Samantha Brasil | Reply

14/6/2010 21:13:29 #

Clarisse

estive a ver seu Blog por causa do Lost, ao qual realmente fez óptima crítica, e agora por acaso vi esse do House. Na altura que vc escreveu essa análise o seu ponto de vista vai mesmo de encontro com o que acontecia na série, eu gostava de vê-la pq parecia um CSI de médicos. Porém o tempo passou e nas ultimas temporadas amadureceram não só a personagem mas tb a estrutura da narrativa. o que procuramos agora não é o diagnóstico, mas pelo menos eu, procuro perceber o que a convivência com aquele paciente vai afectar na continuidade das personagens. Hoje vi o ultimo ep da temporada 6, e veio a confirmar-se isso que já tinha percebido, a série para mim sempre foi boa...era engraçada, agora continua a ter graça, mas por uma outra perspectiva. Há muito não vejo na TV personagem tão bem construída e que conseguimos perceber que o tempo passa e ela tb muda, isso tb nota-se claro com a belíssima interpretação do Huge Laurie

Clarisse Portugal | Reply

25/10/2010 5:09:26 #

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Christina Hendricks Estados Unidos | Reply

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douglas

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douglas Brasil | Reply

28/1/2012 23:16:25 #

Marcelo F Andrade

Acho que House provavelmente suspeitaria de seu uso de drogas, mandaria algum de seus ajudantes fazer uma busca secreta em sua casa e provavelmente acharia vestígio delas.

Marcelo F Andrade Brasil | Reply

29/1/2012 0:13:12 #

Pablo

Você sabe o que é difamação, Marcelo?

Pablo Brasil | Reply

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