O CISNE NEGRO / O ESCUDO NEGRO DE FALWORTH

by Kas 25. December 2011 08:57

O Gabinete sempre incentivou o lançamento de títulos ditos clássicos, tanto em DVD quanto em Blu-ray. Paradoxalmente, é sempre revigorante quando as distribuidoras saem de seu usual regime de blockbusters do momento e investem num cardápio menos imediatista. São poucas as empresas que se sustentam apenas com títulos de outrora, mas nem por isso fora de moda. Uma delas é a Classicline, que se especializou em clássicos hollywoodianos, mas que também tem sua cota de produções francesas, espanholas e italianas dos anos 1950 e 60.

Recentemente, a Classicline anunciou que começaria a lançar títulos em Blu-ray, algo que encheu de alegria os colecionadores e cinéfilos que buscam no formato a experiência mais próxima possível daquela vivida na época do lançamento. Pois os primeiros lançamentos do formato de alta definição da distribuidora chegaram às lojas, e as notícias são boas e ruins.

Começando pelas boas. Ambos os títulos escolhidos para inaugurar o catálogo em Blu-ray são boas aventuras escapistas de capa e espada, filmadas em esplendoroso Technicolor. O CISNE NEGRO, lançado em meio à 2ª Guerra, não deve ser confundido com o filme homônimo com Natalie Portman. A aventura fala sobre piratas do Caribe que fazem acordo com a Coroa Britânica e passam a perseguir um ex-colega (George Sanders, indo contra seu tipo habitual) que ainda aterroriza os mares da região, comandando o navio Cisne Negro. Entre os “traidores” da pirataria está o bronco corsário Jamie Waring (Tyrone Power, que se diverte indo contra seus modos finos e elegantes). Encarregado de impedir os saques da tripulação do Cisne Negro, Waring nem por isso deixa de aprontar das suas, como seqüestrar a filha de um nobre inglês (Maureen O’Hara), por quem se enamorou.

O ESCUDO NEGRO DE FALWORTH reúne o então casal Tony Curtis e Janet Leigh (que trabalharam juntos também em HOUDINI, O HOMEM MIRACULOSO e VIKINGS – OS CONQUISTADORES). Curtis faz um camponês de passado misterioso, que vira escudeiro de um nobre e que acaba se apaixonando pela filha deste (Leigh). Quando seu passado vem a tona, acaba por revelar uma conspiração contra o Rei. Foi o primeiro filme da Universal em Cinemascope, e o diretor (e ex-fotógrafo) Rudolph Maté faz bom uso da tela larga de forma a capturar com mais realismo o climático combate de lança. A cópia em alta definição está excelente, e, apesar de não conter extras, vem com um bom mimo para os colecionadores: tanto este quanto O CISNE NEGRO contém cartões na parte interna reproduzindo os charmosos pôsteres originais de cinema.

É aí que entra a notícia ruim. Ao contrário do que se poderia esperar de um filme em Blu-ray, O CISNE NEGRO não é apresentado em alta definição e sim na definição padrão do DVD. Ou seja, a única diferença do DVD para o Blu-ray está na taxa de compressão mais generosa permitida pela maior capacidade deste último. De resto, trata-se do mesmo produto, o que vai contra a própria proposta do formato. Não que a cópia esteja ruim, pelo contrário. Se considerarmos apenas o DVD, está em ótimo estado. Mas em alta definição deveria apresentar uma qualidade muito superior, que honrasse mais a fotografia estilizada, premiada com o Oscar, com cores mais fiéis e melhor nível de detalhes. E nem é o caso do espaço extra ter sido preenchido com muitos extras, já que O CISNE NEGRO inclui apenas comentários em áudio (não legendados) de Maureen O’Hara e do historiador de cinema Rudy Behlmer, e um especial sobre a restauração. Bola fora da distribuidora. Agora é esperar para ver como será o outro título em Blu-ray prometido pela Classicline para este mês – a comédia romântica QUANDO SETEMBRO VIER, com Rock Hudson e Gina Lollobrigida.

O CISNE NEGRO
The Black Swan, EUA, 1942
IDIOMA: Inglês 2.0, Português 5.1
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Full Frame 1.33:1 480p
Aventura / Capa e Espada – 1h24 – Cor – Fox/Classicline
Direção: Henry King
Com Tyrone Power, Maureen O’Hara, George Sanders, Thomas Mitchell, Laird Cregar, Anthony Quinn, George Zucco
FILME: ***
IMAGEM: **
ÁUDIO: ***
EXTRAS: **

O ESCUDO NEGRO DE FALWORTH
The Black Shield of Falworth, EUA, 1954
IDIOMA: Inglês 2.0, Inglês 5.1
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Widescreen 2.37:1 1080p
Aventura / Capa e Espada – 1h39 – Cor – Universal/Classicline
Direção: Rudolph Maté
Com Tony Curtis, Janet Leigh, David Farrar, Barbara Rush, Herbert Marshall, Torin Thatcher
FILME: ***
IMAGEM: ****
ÁUDIO: ***
EXTRAS: não tem

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LOUCURAS DE CARNAVAL

by Kas 25. December 2011 08:49

Está cada vez mais difícil surpreender o espectador com piadas de baixo escalão, que são o caldo de filmes como AMERICAN PIE e SE BEBER, NÃO CASE, mas LOUCURAS DE CARNAVAL bem que tenta.

O diretor Phil Dornfeld, que foi produtor e assistente de direção na série TODO MUNDO EM PÂNICO, tem experiência na baixaria, e mostra o que sabe ao colocar três amigos – como sempre o galã, o tímido e o gordo nojento – no carnaval de Nova Orleans.

Apesar da capa destacar o nome de Carmen Electra, a moça faz apenas uma participação especial como ela mesma.

LOUCURAS DE CARNAVAL
Mardi Gras: Spring Break, EUA, 2011
IDIOMA: Inglês 5.1, Português 5.1, Espanhol 5.1
LEGENDAS: Português, Espanhol, Inglês
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 1.78:1
Comédia – 1h40 – Cor – Sony
Direção: Phil Dornfeld
Com Nicholas D’Agosto, Josh Gad, Bret Harrison, Arielle Kebbel, Carmen Electra, Jessie O’Donohue, Becky O’Donohue, Danneel Ackles  
FILME: **
DVD: ***

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MAD MEN: 3ª TEMPORADA

by Kas 25. December 2011 08:45

Das melhores séries de TV da última década, MAD MEN continua surpreendendo a cada nova temporada. E surpreende por permanecer igual. Ou seja, por manter o mesmo rigor dos anos anteriores, na forma como conta a trajetória de Don Draper (Jon Hamm, que tem carisma e aparência física dos astros do passado), um bem sucedido publicitário que trabalha numa das maiores agências da Madison Avenue (daí o “Mad Men” do título) na Nova York do início dos anos 1960.

O período conturbado na história norte-americana – luta pelos direitos civis, assassinato de JFK – faz o pano de fundo para um drama de grande sutileza e profundidade dramática, além dos valores de produção impecáveis, com fotografia e direção de arte que remetem aos melodramas de Douglas Sirk (uma influência assumida).

Box com 4 DVDs condicionando os 13 episódios da temporada.

MAD MEN: 3ª TEMPORADA
Mad Men: Season 3, EUA, 2009
IDIOMA: Inglês 2.0, Português 2.0
LEGENDAS: Português, Espanhol
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 1.78:1
Drama / Série de TV – 626min – Cor – Universal
Criação: Matthew Weiner
Com Jon Hamm, Elizabeth Moss, Vincent Kartheiser, January Jones, Christina Hendricks, Bryan Batt, Michael Gladis, Aaron Staton, John Slattery
SÉRIE: *****
DVD: ***

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O BURACO

by Kas 25. December 2011 08:40

Após amargar fracassos de bilheteria e sobreviver dirigindo para a TV (incluindo elogiado telefilme para série MESTRES DO HORROR) e para parques temáticos, Joe Dante volta ao cinema com essa aventura de horror para o público infanto-juvenil que foi lançada em 3D nos cinemas europeus e que continua inédita nos EUA.

De fato, toda a concepção visual parece pensada para os efeitos da tridimensionalidade, algo que Dante domina tanto quanto a arte de arrepiar a nuca da criançada, algo que fez com sucesso em seu GREMLINS (1984).

Aqui, dois irmãos e a bela vizinha descobrem no porão de sua casa, um buraco que parece não ter fim, de onde sai misteriosas presenças sobrenaturais. Lembra um pouco a trama do cult O PORTÃO (1987) de Tibor Takács, mas tem charme e talento próprios, além de ser um bem vindo refresco nestes tempos em que os filmes infanto-juvenis estão cada vez mais caretas e “seguros”.

O BURACO
The Hole, EUA, 2009
IDIOMA: Inglês DTS-HD MA 5.1, Português PCM 2.0, Inglês PCM 2.0
LEGENDAS: Português, Inglês, Espanhol
FORMATO DE TELA: Widescreen 1.78:1 1080p
Horror infanto-juvenil – 1h32 – Cor – Imagem Filmes
Direção: Joe Dante
Com Chris Massoglia, Haley Bennett, Nathan Gamble, Teri Polo, Bruce Dern, Quinn Lord, John DeSantis
FILME: ***
IMAGEM: ****
ÁUDIO: ****
EXTRAS: não tem

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PULANDO A VASSOURA

by Kas 25. December 2011 08:31

Tirando o fato de ter um elenco prioritariamente negro, esta não é diferente de diversas outras comédias sobre encontros familiares que resultam em constrangimentos e conflitos diversos. Aqui, é curioso ver como a matriarca (Angela Bassett, que foi Tina Turner no cinema) de uma família negra de alta classe, que mora numa mansão, anda em carros importados e curte ópera, reage à presença da barraqueira do Brooklyn (Loretta Devine) que chega com sua trupe para o casamento do filho (Laz Alonso) com uma patricinha (a bela Paula Patton, do novo MISSÃO: IMPOSSÍVEL).

O diretor Salim Akil, que veio da TV, se sai melhor nas reviravoltas novelescas do enredo do que nas tentativas de humor.

Edição muito boa, com comentários em áudio, making of e um especial sobre a tradição de “pular a vassoura”, herança da época da escravidão.

PULANDO A VASSOURA
Jumping the Broom, EUA, 2011
IDIOMA: Inglês 5.1, Português 5.1, Espanhol 5.1, Francês 5.1, Tailandês 5.1
LEGENDAS: Português, Inglês, Espanhol, Chinês, Coreano, Francês, Tailandês
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 1.78:1
Comédia dramática / Romance – 1h52 – Cor – Sony
Direção: Salim Akil
Com Paula Patton, Laz Alonso, Angela Bassett, Loretta Devine, Meagan Good, Tasha Smith, Julie Bowen, Mike Epps, Romeo Miller, Deray Davis
FILME: **
DVD: ****

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SOLOMON KANE - O CAÇADOR DE DEMÔNIOS

by Kas 25. December 2011 08:23

Divertida adaptação de personagem saído da imaginação do escritor Robert E. Howard, também criador de Conan, o bárbaro.

Como nas histórias do cimério, temos aqui um anti-herói de grande vigor físico em meio a um mundo de extrema violência e cercado de forças sobrenaturais. A diferença entre o lascivo Conan e Solomon Kane está no fato deste último ser um puritano e viver numa Europa do século XVII na qual bruxaria e demônios são parte do cotidiano.

James Purefoy, o Marco Antônio da extinta série de TV ROMA, faz o protagonista, que tem como missão salvar uma garota seqüestrada por um feiticeiro. O diretor Michael J. Bassett já mostrara sinais de talento com seu filme de estréia, GUERREIROS DO INFERNO, que misturava horror e guerra.

Apesar de não ter extras, a edição em Blu-ray peca mesmo é por alterar o formato de tela original de 2.39:1 para 1.78:1, de modo a ocupar toda a área de sua TV widescreen. O áudio, por outro lado, é excelente.

SOLOMON KANE – O CAÇADOR DE DEMÔNIOS
Solomon Kane, Reino Unido/República Tcheca/França, 2009
IDIOMA: Inglês DTS-HD MA 5.1, Português 5.1, Português 2.0
LEGENDAS: Português, Inglês
FORMATO DE TELA: Widescreen 1.78:1 1080p
Ação / Horror – 1h44 – Cor – Paris Filmes
Direção: Michael J. Bassett
Com James Purefoy, Rachel Hurd-Wood, Pete Postlethwaite, Alice Krige, Samuel Roukin, Max Von Sydow, Mark O’Neal
FILME: ***
IMAGEM: ***
ÁUDIO: *****
EXTRAS: não tem

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INTERMEDIÁRIO.COM

by Kas 3. September 2011 04:29

Os créditos de INTERMEDIÁRIO.COM anunciam com todas as letras que, apesar da trama ser “inspirada” em eventos reais, todos os personagens e ações são produtos da imaginação dos realizadores. Aviso desnecessário, por sinal, já que, pelas próprias escolhas narrativas, o filme é claramente fruto da linha de montagem hollywoodiana.

De cara, o filme se anuncia como um grande flashback, começando logo por uma cena que já denuncia sua influência (neo-)noir: Jack Harris (Luke Wilson, o irmão mais sério de Owen Wilson) está prestes a entregar uma fortuna em dinheiro para a Máfia Russa, correndo o risco de deixar com eles também a própria vida. A partir daí, a trama recua no tempo, meados dos anos 1990, mostrando como Harris, um sujeito pacato e bem casado, foi se envolver com uma dupla de idiotas viciados, mas que tem uma idéia genial: a de desenvolver um sistema de transação comercial pela então incipiente internet, com o intuito de comercializar pornografia.

Logo, Harris e seus dois “sócios” (vividos por Giovanni Ribisi, o burocrata vilão de AVATAR, e Gabriel Macht, que fez THE SPIRIT no cinema) estarão ricos e badalados, e também paranóicos e corrompidos. E cada vez mais emaranhados com criminosos, entre eles o advogado picareta vivido por James Caan, e com o FBI. Como apontou O TESOURO DE SIERRA MADRE, a ganância desmedida faz com que o ouro acabe por se escorrer pelos dedos e desaparecer no vento. O que restaria então para os heróis?

Anti-heróis seria a definição mais precisa. Ninguém presta e ninguém é confiável. Até mesmo o narrador Harris, que se pinta inicialmente como baluarte da integridade, acaba por cair nas tentações do sexo e do dinheiro. Os personagens que o cercam são ainda mais previsíveis e rasos, com exceção, talvez, da atriz pornô (Laura Ramsey, que fez pontas em UM LUGAR QUALQUER de Sofia Coppola, e na série MAD MEN) com quem Harris se envolve, e que mostra por trás de sua atitude blasé algumas camadas a mais de interesse. 

Mas o pecado maior de “Intermediário.com” é exatamente a falta de ambição. Não tem a envergadura épica de um BOOGIE NIGHTS, a crônica de Paul Thomas Anderson sobre o ápice a decadência da indústria pornô nos anos 1970. Nem a urgência de A REDE SOCIAL, que utiliza a era da internet como pano de fundo para expor a solidão e a falta de limites morais.

Ao contrário destes exemplares vitais do cinema contemporâneo, INTERMEDIÁRIO.COM se contenta em ser apenas um filme de “golpe”, algo atestado pela reviravolta final. Se alinha mais confortavelmente ao lado de filmes de Guy Ritchie (JOGOS, TRAPAÇAS E DOIS CANOS FUMEGANTES), Matthew Vaughn (NEM TUDO É O QUE PARECE) e Steven Soderbergh (ONZE HOMENS E UM SEGREDO e suas duas continuações). O diretor Gallo, que já embarcara nesse subgênero de “crime e humor negro” com seu ENCURRALADOS NO PARAÍSO (com Nicolas Cage),  infelizmente se contenta em apenas entreter, e esta opção pela modéstia diminui a relevância de seu trabalho.

Edição em Blu-ray tecnicamente competente, com cores fortes e áudio robusto. Inclui como extras uma ótima faixa de comentários em áudio (infelizmente, sem legendas) do diretor, acompanhado do montador Malcolm Campbell e do diretor de fotografia Lukas Ettlin; cenas excluídas, erros de gravação e uma montagem das (várias) cenas de tapas vistas no filme.
 

INTERMEDIÁRIO.COM
Middle Men, EUA, 2009
IDIOMA: Inglês DTS-HD MA 5.1
LEGENDAS: Português, Espanhol, Inglês, Francês
FORMATO DE TELA: Widescreen 2.39:1 1080p
Drama de crime – 1h52 – Cor – Paramount

Direção: George Gallo
Com Luke Wilson, Giovanni Ribisi, Gabriel Macht, Jacinda Barrett, Laura Ramsey, Terry Crews, Rade Sherbedgia, Kevin Pollak, James Caan
FILME: **
IMAGEM: ****
ÁUDIO: ****
EXTRAS:
***

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ESPOSA DE MENTIRINHA

by Kas 3. September 2011 04:23

Adam Sandler, produtor e astro, em mais uma colaboração com um de seus diretores de confiança, Dennis Dugan, faz aqui sua tentativa de comédia romântica.

Sandler é um solteirão incorrigível que finge ser casado quando descobre que a aliança é um imã de mulheres. Quando conhece uma bela jovem (Brooklyn Decker), decide levar a farsa adiante com a ajuda da assistente vivida por Jennifer Aniston. Claro que está formado um triângulo. O humor é chulo, como era de se esperar de Sandler e sua turma, que aqui traz o sem graça Nick Swardson como um Rob Schneider dos pobres. Até a participação de Nicole Kidman não acrescenta muito. O melhor fica por conta de Aniston, que injeta graça e charme ao papel.

Inclui comentários em áudio de parte do elenco (incluindo Sandler) e da equipe; cenas excluídas; erros de gravação; e especiais sobre os atores e sobre as filmagens no Havaí.

ESPOSA DE MENTIRINHA
Just Go With It, EUA, 2011
IDIOMA: Inglês 5.1, Português 5.1
LEGENDAS: Português, Inglês
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 1.85:1
Comédia – 1h56 – Cor – Sony

Direção: Dennis Dugan
Com Adam Sandler, Jennifer Aniston, Nicole Kidman, Nick Swardson, Brooklyn Decker, Bailee Madison, Griffin Gluck, Dave Matthews
FILME: *
DVD:
***

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A MULHER MAIS LINDA DO MUNDO / GAROTA LEVADA

by Kas 3. September 2011 03:33

A MULHER MAIS LINDA DO MUNDO, lançado pela Classicline, é um título pomposo que ilustra bem a idolatria com a qual eram recebidas as estrelas européias no período do pós-guerra, quando o cinema do velho continente voltou a se fazer presente nas telas mundiais. No caso, a italiana Gina Lollobrigida, que já havia flertado com o cinema norte-americano dois anos antes com O DIABO RIU POR ÚLTIMO, mas que viraria estrela internacional mesmo após encarnar a cantora lírica do início do século XX Lina Cavalieri nesta co-produção entre Itália e França, realizada com técnicos e elenco italianos e dirigida por um veterano artesão hollywoodiano, Robert Z. Leonard.

Lollobrigida é a típica estrela italiana do pós-guerra: curvilínea (com uma cintura fisicamente impossível), sexy e engraçada, ela logo galgou os degraus da fama em Hollywood, estrelando sucessos como TRAPÉZIO (com Burt Lancaster e Tony Curtis), O CORCUNDA DE NOTRE DAME (com Anthony Quinn) e SALOMÃO E A RAINHA DE SABÁ (com Yul Brynner), que faziam bom uso de sua sensualidade e exotismo. Mas em A MULHER MAIS LINDA DO MUNDO, Lollobrigida já dá mostra de seu talento cômico e chega até mesmo a interpretar (bem) algumas canções.

Seu parceiro de elenco, Vittorio Gassman, é outro que usaria o sucesso europeu para cruzar o Atlântico, participando em seguida do grande elenco do GUERRA E PAZ de King Vidor. Gassman faz o príncipe russo pelo qual Lina Cavalieri se apaixona perdidamente e que, segundo o filme, é o principal artífice do sucesso da cantora.

A opção de escalar um narrador experiente como Robert Z. Leonard (ZIEGFELD, O CRIADOR DE ESTRELAS) faz sentido, já que este consegue imprimir um ritmo ágil e controlar com habilidade os vários tons da trama, que transita do melodrama à comédia farsesca, passando pela tragédia e pelo romance. Mas a ficha técnica revela também curiosidades, como o nome de Mario Monicelli entre os nove roteiristas creditados. Daí não fica difícil de creditar ao futuro realizador de marcos da comédia como O INCRÍVEL EXÉRCITO DE BRANCALEONE (também com Gassman) e MEUS CAROS AMIGOS alguns dos inspirados momentos de humor presentes ao longo da narrativa. Outro ponto alto é a estupenda fotografia de Mario Bava, ele mesmo futuro cineasta e um dos maiores estetas do cinema de horror italiano. O controle por Bava da luz e dos enquadramentos só realça a beleza física de Lollobrigida.

Que ainda assim, não supera o carisma e o sex appeal inigualável de sua contemporânea francesa Brigitte Bardot, estrela de GAROTA LEVADA, outro lançamento da Classicline em boa cópia. Bardot foi, provavelmente, a maior estrela internacional dos anos 1950. Seu prestígio nas bilheterias era tanto que ela não precisava migrar para Hollywood para fazer sucesso na América. Apesar de ter participado de algumas produções norte-americanas, Bardot virou um fenômeno mesmo com seu trabalho na França, em comédias inofensivas como esta GAROTA LEVADA (que traz a colaboração de seu então marido Roger Vadim nos diálogos) e em romances com toques eróticos como E DEUS CRIOU A MULHER, dirigido por Vadim e lançado no mesmo ano.

Mas o que não era sexy com a presença esfuziante de Bardot, com seu rosto jovial e seu corpo perfeito e geralmente desnudo? O bobinho, mas divertido, GAROTA LEVADA não teria metade de seu charme caso Bardot não estivesse ali, incendiando (literalmente) a tela, como a filha de um fugitivo que ganha abrigo na casa de um famoso cantor, que logo abandona a noiva para cair nos braços da ninfeta. E quem pode culpar estes pobres mortais, por não terem força suficiente para resistirem ao encanto de musas como Bardot e Lollobrigida?

A MULHER MAIS LINDA DO MUNDO
La Donna più bella del mondo, Itália/França, 1955
IDIOMA: Italiano 2.0, Italiano 5.1
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Full Frame 1.33:1
Romance musical – 1h47 – Cor – Classicline

Direção: Robert Z. Leonard
Com Gina Lollobrigida, Vittorio Gassman, Robert Alda, Anne Vernon, Tamara Lees, Gino Sinimberghi
FILME: ***
DVD:
***

GAROTA LEVADA
Cette Sacrée Gamine, França, 1956
IDIOMA: Francês 2.0, Francês 5.1
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 2.35:1
Comédia romântica – 1h26 – Cor – Classicline

Direção: Michel J. Boisrond
Com Brigitte Bardot, Jean Bretonnière, Françoise Fabian, Bernard Lancret, Marcel Charvey, Jean Poiret, Jean Lefebvre
FILME: ***
DVD: ***

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SALMO VERMELHO

by Kas 3. September 2011 03:28

Produto de sua época, esta alegoria que deu ao cineasta húngaro Miklós Jancsó (que já teve seu VERMELHOS E BRANCOS lançado pela distribuidora) o prêmio de Melhor Direção em Cannes, soa hoje como mera curiosidade. Seu tema, desenvolvido num tom panfletário, ficou datado. Não existe bem uma trama. São vários personagens numa espécie de comunidade agrária que se levantam contra seus patrões, buscando melhores condições de trabalho e reivindicando outros direitos, no que são confrontados pelas autoridades.

O maior problema do filme é que não dá margem para leituras outras que a mastigada por Jancsó. Seu discurso é óbvio e ingênuo. O que o filme tem de bom acaba se diluindo. Consistindo em apenas 27 planos, o filme abusa de maravilhosas coreografias de câmera e atores e bela fotografia, que não dá atenção às mudanças de luz que ficam claras de cena pra cena.

Ótima cópia, sem extras.

SALMO VERMELHO
Még kér a nép, Hungria, 1972
IDIOMA: Húngaro 2.0
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Full Frame 1.33:1
Drama alegórico – 1h27 – Cor – Lume Filmes

Direção: Miklós Jancsó
Com Andrea Ajtony, András Ambrus, Lajos Balázsovits, Andras Balint, István Bujtor
FILME:
**
DVD:
***

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