SHERLOCK: 1ª TEMPORADA

by Kas 16. March 2012 08:57

Presença constante no livro Guinness de recordes como o personagem mais retratado no cinema e na TV, o detetive Sherlock Holmes foi interpretado por cerca de 80 atores ao longo dos últimos 111 anos (sua primeira aparição nas telas foi em SHERLOCK HOLMES BAFFLED, em 1900). Uma das razões para tal popularidade está no fato de que hoje em dia tanto o personagem quanto suas aventuras, criadas por Arthur Conan Doyle, já se encontram em domínio público. Mas é inegável que o charme do maior detetive do mundo, criado por Conan Doyle em 1887, continua intacto. Haja visto seu sucesso recente no cinema, com os dois longas dirigidos por Guy Ritchie e estrelados por Robert Downey, Jr..

Mas a melhor adaptação recente de Holmes para a tela (no caso, a telinha) é a série da BBC SHERLOCK, criada por Steven Moffat (que recentemente revitalizou outro bastião da TV inglesa, DR. WHO, e co-escreveu o roteiro de AS AVENTURAS DE TINTIM para Spielberg e Peter Jackson) e Mark Gatiss (também colaborador de séries britânicas como DR. WHO, POIROT e A LIGA DOS CAVALHEIROS). A Log On disponibilizou no Brasil em Blu-ray e DVD a primeira temporada da série, que compreende três aventuras em longa-metragem (na Inglaterra este formato é bem comum, ao contrário dos EUA, que optam por um número maior de episódios de cerca de 45 minutos).

O gancho de Moffat e Gatiss (que também atua na série, no papel de irmão de Holmes, Mycroft) é simples: situar as aventuras do detetive na Londres contemporânea. Segundo os criadores explicam no making of que acompanha a edição, a idéia é passar para o público a mesma sensação que os leitores da época original de publicação sentiam: a de que aquilo estava ocorrendo naquele momento.

Esta iniciativa não é particularmente nova. Nos anos 1940, SHRLOCK HOLMES CONTRA A ARMA SECRETA já colocava o detetive (vivido por Basil Rathbone, o intérprete mais tradicional do personagem) contra os nazistas. Mas, a despeito desta liberdade artística, SHERLOCK é das adaptações mais fiéis do personagem, tanto para cinema quanto para TV. Os realizadores se atentaram até mesmo aos pormenores da criação de Conan Doyle, como o vício em drogas de Holmes e o fato do Dr. Watson ser um veterano de guerra do Afeganistão (Kandahar, no original). Para os fãs, são delícias à parte estas referências espalhadas tanto nos diálogos quanto na própria direção de arte.

Com intérpretes como Rathbone, Downey Jr, John Barrymore, Michael Caine, Charlton Heston, Christopher Plummer e Peter Cushing ajudando a moldar a persona fílmica do herói, não é tarefa fácil incorporar os trejeitos clássicos de Holmes e ao mesmo tempo introduzir um elemento único e marcante. Mas é uma tarefa que Benedict Cumberbatch tira de letra. Com papéis pequenos em produções como CAVALO DE GUERRA e O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS, Cumberbatch tem em Holmes o papel de sua vida, e está realmente maravilhoso compondo um investigador genial, arrogante, misógino e literalmente viciado no processo investigativo. No que é perfeitamente escudado pelo igualmente talentoso Martin Freeman (de O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS e que em breve estrelará O HOBBIT para Peter Jackson) como Dr. Watson. A química entre os dois é orgânica e o contraste entre personalidades tão distintas quanto complementares é responsável por grande parte do humor da série.

Que, aliás, equilibra muito bem os elementos de mistério, ação e comédia. As soluções visuais para as deduções de Holmes (que são mais criativas e eficientes que as que Guy Ritchie pratica nos seus longas do herói) permitem com que o espectador compartilhe do processo investigativo do protagonista, tornando cada um dos mistérios da série um jogo delicioso de “quem é o culpado”. 

SHERLOCK
Reino Unido, 2010
IDIOMA: Inglês 5.1 
LEGENDAS: Português, Inglês 
FORMATO DE TELA: Widescreen 1.78:1 1080i
Mistério policial / Aventura / Comédia – 270min – Cor – Log On
Criação: Steven Moffat e Mark Gatiss
Com Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Uma Stubbs, Loo Brealey, Rupert Graves, Mark Gatiss, Zoe Telford, Andrew Scott
FILME: ****
IMAGEM: ****
ÁUDIO: ***
EXTRAS: ***

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Blu-ray - Resenhas

BONITA COMO NUNCA

by Kas 16. March 2012 08:50
Bobinho, mas delicioso, musical romântico passado numa Buenos Aires de estúdio, sobre milionário argentino (o sempre eficiente Adolphe Menjou) que escreve cartas de amor para a própria filha (Rita Hayworth) com o intuito de amolecer seu gelado coração, até que esta começa a desconfiar que o autor das cartas é um sapateador novaiorquino viciado em corrida de cavalos (Fred Astaire).
 
A típica comédia de erros alterna momentos inspirados com outros nem tanto, mas é ajudado pelo ótimo casal central e por uma subtrama que envolve o pai e a madrinha da protagonista.
 
Indicado aos Oscars de Trilha Sonora, Canção (“Dearly Beloved”) e Som.
 
Ótima cópia, sem extras.
 
BONITA COMO NUNCA
You Were Never Lovelier, EUA, 1942
IDIOMA: Inglês 2.0, Português 5.1
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Full Screen 1.33:1
Comédia romântica musical – 1h37 – P&B – Classicline
Direção: William A. Seiter
Com Fred Astaire, Rita Hayworth, Adolphe Menjou, Isobel Elsom, Leslie Brooks
FILME: ***
DVD: *** 

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DVD - Resenhas

FILMES VISTOS EM FEVEREIRO DE 2012

by Kas 9. March 2012 09:21
ACUSADOS **
(THE ACCUSED, 1988)
Jonathan Kaplan
Fraco drama de tribunal que deu um indevido Oscar para Jodie Foster, que faz uma garota de conduta imprópria que é estuprada por três sujeitos num bar abarrotado de gente. Considere que Foster disputou a estatueta com Glenn Close (por LIGAÇÕES PERIGOSAS) e Sigourney Weaver (por NAS MONTANHAS DOS GORILAS). Mas a conservadora Academia se rendeu à coragem da ex-atriz mirim em encarnar uma white trash vítima principalmente do preconceito.
 
ALICE NÃO MORA MAIS AQUI ****
(ALICE DOESN'T LIVE HERE ANYMORE, 1974)
Martin Scorsese
Uma das fundações do cinema independente contemporâneo, ou seja, de onde essas dramédias familiares ditas independentes – estilo PEQUENA MISS SUNSHINE e semelhantes – tiraram o molde. Só que não tem a força criativa de Scorsese. Repare na sequência inicial, que emula o Technicolor de E O VENTO LEVOU e de outros clássicos que fizeram a infância de Scorsese, e que faz interessante constraste para a abordagem naturalista que se segue.
 
ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO ****
(ALIEN, 1979)
Ridley Scott
Fico imaginando como deve ter sido ver este filme no cinema na época, sem nenhum prévio conhecimento do que estava por vir pela frente. Impressionante como a concepção visual não envelheceu nada.
 
ARTISTA, O ***
(THE ARTIST, 2011)
Michel Hazanavicius
Uma homenagem curiosa ao cinema mudo, mas sem fazer muita força pra reproduzir os códigos do mesmo. Fica mais no plano da memória do que seria aquele cinema. Rouba descaradamente a trama de NASCE UMA ESTRELA (Dujardin até compõe uma cópia divertida de Fredric March) e o tema romântico de UM CORPO QUE CAI para o clímax, e ainda assim teve roteiro e trilha lembrados no Oscar, o que só mostra que os acadêmicos tem memória fraca.
 
ÁRVORE DA VIDA, A ****
(THE TREE OF LIFE, 2011)
Terrence Malick
Inspirado na vida do próprio Malick, que também perdeu o irmão mais novo violonista, esta é uma meditação visualmente deslumbrante sobre a dicotomia humana, o embate cósmico entre a natureza e a graça divina. Douglas Trumbull é o consultor dos belíssimos efeitos visuais.
 
ATÉ O LIMITE DA HONRA **
(G.I. JANE, 1997)
Ridley Scott
Tentativa de Ridley Scott em emular o estilo de seu irmão caçula, Tony Scott. É, talvez por isso, um dos filmes mais fracos do diretor, ainda que haja algum fascínio na relação sadomasoquista entre Demi Moore e Viggo Mortensen.
 
BAARÌA - A PORTA DO VENTO ***
(BAARÌA, 2009)
Giuseppe Tornatore
Quando é que vão lançar UMA SIMPLES FORMALIDADE em BD? Dito isso, temos aqui Tornatore no modo nostálgico de CINEMA PARADISO e MALENA. Gosto do humor italiano, e é mérito do diretor que sua saga política pelo século XX seja impregnada deste humor. Pisque e perca as pontas de Raoul Bova e Monica Bellucci.

CAÇADOS ***
(PREY, 2007)
Darrell Roodt
Um CUJO com leões, menos tenso do que poderia e deveria ser, com Bridget Monaghan tentando sobreviver a ataques dos bichanos no meio da savana africana, enquanto o maridão Peter Weller procura por ela e pelos dois filhos. Tem pouco do conteúdo político que marcou os thrillers oitentistas do sul-africano Roodt.
 
DESPERTAR, O ***
(THE AWAKENING, 2011)
Nick Murphy
Bons filmes de assombração nunca saem de moda. Este não é assustador e bem construído como OS OUTROS e O ORFANATO, e poderia passar sem o clímax mastigado. Mas é um exemplar digno de gótico britânico.

DIZEM POR AÍ... ***
(RUMOR HAS IT..., 2005)
Rob Reiner
Moça descobre que sua família serviu de inspiração para A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM. A premissa deliciosa não encontra a sagacidade devida no roteiro, mas o toque leve de Rob Reiner e o elenco talentoso não deixam a peteca cair.
 
FÚRIA DE TITÃS ***
(CLASH OF THE TITANS, 2010)
Louis Leterrier
Considerando que o filme original, a despeito da esplêndida animação de Ray Harryhausen, também tinha sua cota de problemas, até que Louis Leterrier não se saiu tão mal. Ainda assim é imperdoável o que ele fez com a sequência da Medusa, que ainda dá calafrios na versão de 1981 e que aqui fica parecendo fase intermediária de algum game medíocre.
 
HEREMAKONO - ESPERANDO A FELICIDADE ***
(HEREMAKONO/EN ATTENDANT LE BONHEUR, 2002)
Abderrahmane Sissako
Retrato poético e com belas cenas de uma vila na costa da Mauritânia. Fiquei com muita vontade de ver os outros filmes de Sissako, um cineasta mais conhecido na Europa do que aqui.
 
INVENÇÃO DE HUGO CABRET, A ****
(HUGO, 2011)
Martin Scorsese
Scorsese em tom professoral, usando de boa didática para alertar as crianças sobre a importância da memória cinematográfica, da qual o cineasta é dos nomes mais proeminentes. Uso primoroso do 3D, que mostra que o cinema de camadas já estava lá desde o ínicio.
 
JANELA DA FRENTE, A **
(LA FINESTRA DI FRONTE, 2003)
Ferzan Ozpetek
Já tinha ficado deslumbrado pela performance de Giovanna Mezzogiorno no VENCER de Marco Bellocchio. Aqui, a bela e talentosa moça carrega nas costas o que é basicamente um novelão, sem muitas surpresas.
 
JORNADA NAS ESTRELAS V - A ÚLTIMA FRONTEIRA ***
(STAR TREK V - THE FINAL FRONTIER, 1989)
William Shatner
Outro que não merece tanto ódio. A produção é capenga, os efeitos visuais são de lascar, o humor nem sempre funciona e Shatner deveria se contentar em comandar espaçonaves, mas o tema é fascinante – a Enterprise encontra Deus –, o vilão (Lawrence Luckinbill) é ótimo e a química entre o elenco é sempre cativante.
 
MISSÃO: MADRINHA DE CASAMENTO **
(BRIDESMAIDS, 2011)
Paul Feig
Uma espécie de EU TE AMO, CARA para meninas. Gera algumas risadas, mas nada que justifique o sucesso e uma indicação ao Oscar de Roteiro Original.
 
MONKEYS ESTÃO À SOLTA, OS ***
(HEAD, 1968)
Bob Rafelson
Filme de estréia de Rafelson, é inventiva paródia dos filmes dos Beatles realizados por Richard Lester, recheado com alusões à Guerra do Vietnã e outras pretensões à crítica política. É tudo que o filme das Spice Girls tentou ser e não conseguiu.
 
MORRICONE POR MORRICONE - AO VIVO EM VENEZA ***
(ENNIO MORRICONE LIVE IN VENICE - PEACE NOTES, 2007)
Giovanni Morricone
O registro em si não foge do lugar comum, mas o que importa é a performance da orquestra e os temas poderosos do maestro. De arrepiar.
 
MORTO EM 3 DIAS **
(IN 3 TAGEN BIST DU TOT, 2006)
Andreas Prochaska
Slasher movie com tempero austríaco. Seus momentos interessantes geralmente acontecem entre as mortes. Até que, no clímax, os personagens tomam uma daquelas decisões estúpidas que viraram gozação pós-PÂNICO, e quase colocam tudo a perder. Chegou a gerar uma sequência.
 
PARIS **
(idem, 2007)
Cédric Klapisch
Kaplisch, que fez sucesso com seu ALBERGUE ESPANHOL e a continuação (superior) AS BONECAS RUSSAS, usa muito bem a cidade como moldura para seu drama coletivo. Pena que os personagens que vivem nela estão longe de serem igualmente fascinantes.

RANGO **
(idem, 2011)
Gore Verbinski
Não gosto de Gore Verbinski, que consegue ser pretencioso e bobo até quando faz diversões passageiras como a série PIRATAS DO CARIBE. RANGO tem a mesma falta de ritmo que vem condenando seus filmes desde sua estréia com o péssimo UM RATINHO ENCRENQUEIRO. A Academia não concordou e transformou este no SHREK deste ano.
 
REIS E RATOS 
(idem, 2012)
Mauro Lima
O melhor que dá pra falar sobre esta bomba é que Selton Mello não é o pior do elenco. Faz MEU NOME NÃO É JOHNNY, filme anterior do diretor, parecer uma obra-prima.
 
SEPARAÇÃO, A *****
(JODAEIYE NADER AZ SIMIN/A SEPARATION, 2011)
Asghar Farhadi
Um roteiro brilhante, executado com precisão pelo diretor Farhadi e por um elenco excepcional. Disseca a estrutura social, religiosa e política do Irã sem recorrer ao miserabilismo e ao sentimentalismo exótico. Absolutamente imperdível. Desde já, forte concorrente a filme do ano.
 
TÃO FORTE E TÃO PERTO **
(EXTREMELY LOUD & INCREDIBLY CLOSE, 2011)
Stephen Daldry
Daldry é o maior pé quente do Oscar, mas a verdade é que ele faz o que a Academia gosta: tramas auto-importantes e discurso medíocre. Este não é tão ofensivo quanto O LEITOR, mas não carecia das cenas “emocionais” da conclusão.
 
VIGILANTE **
(idem, 1983)
William Lustig
Mais do que por seus filmes, Lustig merece a consideração dos cinéfilos por ter fundado a distribuidora Blue Underground, que sempre deu a atenção devida aos filmes de gênero B ou europeus. Aqui o diretor de MANIAC COP (que, curiosamente, saiu por outra distribuidora nos EUA) faz sua versão de DESEJO DE MATAR, com boas idéias visuais, mas ritmo e elenco amador.

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Sessões

BLU-RAYS DA PARIS FILMES PARA MARÇO!

by Kas 6. February 2012 10:42

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Blu-ray

FILMES VISTOS EM JANEIRO DE 2012

by Kas 4. February 2012 03:59
48 HORAS ***
(48 HRS., 1982)
Walter Hill 
Não sou o maior fã de Walter HIll, mas aqui ele mantém o ritmo constante sem abusar de seus maneirismos. Seu cinema macho (até mesmo machista, já que as mulheres não entram muito em consideração a não ser como objeto) até que faz falta hoje em dia. É, talvez, o primeiro buddy movie, e é bom ver Eddie Murphy no início de carreira. Mesmo sendo um policial, Murphy dá leveza até para a interpretação de Nick Nolte. Trekkers, reparem em Denise Crosby peladinha numa cena.
 
AMAR... NÃO TEM PREÇO ***
(HORS DE PRIX, 2006)
Pierre Salvadori
Nunca achei muita graça em Audrey Tautou até ver essa agradável comédia romântica. A moça está sexy e cativante no papel de uma bonequinha de luxo dos tempos modernos, que confunde um barman com um milionário (sortudo, este). Me deu vontade de ver a colaboração seguinte entre Tautou e o diretor Salvadori, que saiu em BD no Brasil como UMA DOCE MENTIRA.
 
AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO ***
(idem, 2008)
Miguel Gomes
Estranha mistura de formatos, documentário no início (sobre equipe de cinema que procura fazer um filme numa pequena cidade no interior de Portugal) e ficção no final (o tal filme que está sendo realizado). Curioso como ambas as narrativas se espelham e o que revelam sobre os nativos.
  
AVENTURAS DE TINTIM - O SEGREDO DO LICORNE, AS *****
(THE ADVENTURES OF TINTIN - THE SECRET OF THE UNICORN, 2011)
Steven Spielberg
Segunda aula de cinema puro de Spielberg (a primeira foi INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO). Isto é, com cinema sendo "ação em movimento". Não esperava que o diretor ainda tivesse essa criança dentro dele. Faz aqui o círculo completo, voltando ao olhar infantil da primeira fase de sua carreira. E ainda presta uma tremenda homenagem à criação de Hergé. Genial! Peter Jackson terá de suar pra superar em graça e charme esta primeira aventura, que faz o melhor uso do 3D que eu já vi. E que tal chamarem Polanski, outro fã do personagem, pra fechar a trilogia?
 
CAVALO DE GUERRA ****
(WAR HORSE, 2011)
Steven Spielberg
Um grande filme de Spielberg já é maravilhoso, dois então... Pena daqueles que não entenderam a proposta desta bela aventura infanto-juvenil. Não é o filme brutal sobre a 1ª Guerra, como GLÓRIA FEITA DE SANGUE, que muitos críticos esperavam. Ao contrário, fala sobre a natureza da coragem e do sacrifício, mas de uma forma que pode ser apreendida por todas as idades. Spielberg emula VIRTUDE SELVAGEM na parte inicial, sobre aquilo que temos abrir mão de fazer pela família, por mais doloroso que possa ser. E depois amplia este conceito com o cavalo Joey servindo como uma força da natureza que une povos e homens de ambos os lados do conflito. Vale fazer sessão dupla com FELIZ NATAL (2005), de Christian Carion, e voltar a acreditar na raça humana.
 
CRISTAL ENCANTADO, O ****
(THE DARK CRYSTAL, 1982)
Jim Henson e Frank Oz
Sempre achei que faltava humor nesta fantasia, algo que Henson retificaria em seu filme seguinte, o divertidíssimo LABIRINTO. Mas estava errado. Revendo O CRISTAL ENCANTADO agora em BD, finalmente entendi que a proposta do filme é outra, e nesta, é extremamente bem sucedido. Filmes de fantasia não gozavam de muito respeito no início dos anos 1980, e coube a Henson e Frank Oz mostrar que o gênero podia abrigar no cinema a mesma seriedade que tinha na literatura. Que não precisava ser sempre aventuras com bichinhos bonitinhos e humor infantil. O CRISTAL ENCANTADO é assustador para as crianças, como deve ser mesmo. O design das criaturas é espetacular, assim com a manipulação dos bonecos, fantoches, man-in-suit ou o que mais que Henson e Oz utilizaram pra criar um mundo mágico e perigoso. O BD permite ainda perceber a riqueza de detalhes deste mundo. Tem sempre elementos nos backgrounds que ajudam a passar a ideia de um universo vivo e crível, dentro da proposta do filme.
 
DESCENDENTES, OS ***
(THE DESCENDENTS, 2011)
Alexander Payne
George Clooney e a moça que faz sua filha mais velha, Shailene Woodley, são bons o suficiente para compensar o esquematismo do roteiro. Ou seja, está mais para AS CONFISSÕES DE SCHMIDT do que para SIDEWAYS e ELEIÇÃO.
 
EM UM MUNDO MELHOR ***
(HAEVNEN / IN A BETTER WORLD, 2010)
Susanne Bier
A crítica tem birra com Susanne Bier e até entendo o motivo. De certa forma, ela é uma versão nórdica do Iñarritú. Seu cinema de mão pesada e autoimportância não dá muito espaço para o público respirar, mas ainda assim gosto de alguns de seus filmes, como COISAS QUE DEIXAMOS PELO CAMINHO (sua estréia no cinema americano) e desse drama que até me surpreendeu por não cair em todas suas armadilhas melodramáticas.
  
FELICIDADE NÃO SE COMPRA, A ****
(IT'S A WONDERFUL LIFE, 1946)
Frank Capra
É bem menos ingênuo do que parece este clássico do cinema natalino. Capra escancara um lado sombrio da América, aquele governado pela ambição e ganância desmedida, ou seja, pelo capitalismo selvagem, que nem o "final feliz" é capaz de anular. Ao contrário do que pensam, seu cinema não é tão otimista quanto parece. E o filme ganha nova relevância após os empréstimos imobiliários que levaram à crise financeira de 2008. 
 
GIGANTES EM FÚRIA ***
(SEA DEVILS, 1953)
Raoul Walsh
Ótima aventura, cheia de reviravoltas bem humoradas, que levam os heróis pra lá e pra cá no Atlântico. Rock Hudson é um contrabandista que é contatado por uma espiã (Yvonne de Carlo), que tem a missão de se infiltrar no exército de Napoleão e descobrir os planos deste para invadir a Inglaterra. Só o final fácil não convence, mas até lá, a aventura é empolgante.
 
HISTÓRIAS CRUZADAS **
(THE HELP, 2011)
Tate Taylor
Novelão competente, mas que se esforça demais pra agradar ao público médio. É realmente manipulativo ao extremo e além do bom gosto. 

HOMEM DO FUTURO, O **
(idem, 2011)
Claudio Torres
Depois do promissor REDENTOR e do desastre A MULHER INVISÍVEL, Torres fica no meio termo com este terceiro filme. O humor não funciona, o paradoxo temporal não faz o menor sentido e a direção de atores é desastrosa, mas o visual e algumas ideias são interessantes. Sem falar que Alinne Moraes é uma mulher pela qual vale a pena esperar por 20 anos.
  
HOMENS E DEUSES ***
(DES HOMMES ET DES DIEUX, 2010)
Xavier Beauvois
Feito de forma séria, nunca chega a envolver como deveria. Algumas questões sobre colonialismo social e religioso nunca chegam a ser aprofundadas. 
 
INVESTIGAÇÃO DE RISCO ***
(RED RIDING: 1980, 2010)
James March
Segunda parte da trilogia RED RIDING, mantém o clima pesado e desesperançoso do primeiro filme. E ajuda a perceber melhor que a proposta da obra é criar um panorama sórdido sobre a corrupção moral e política dos agentes sociais, um horror que chega a superar àquele praticado por assassinos seriais. Ótimos atores.
 
JANE EYRE ****
(idem, 2011)
Cary Joji Fukunaga
Adorei esta nova versão do clássico da literatura britânica. Como nunca li o romance de Charlotte Brontë e nem vi as adaptações anteriores para o cinema, a trama me surpreendeu, e gostei particularmente da beleza dos diálogos, que soam historicamente acurados, mas sem cair no literalismo. Mia Wasikowska e Michael Fassbender estão muito bem, e a fotografia do brasileiro Adriano Goldsman é um primor, que ajuda a criar o clima gótico-romântico. Fiquei bem curioso pra conhecer o longa de estreia do diretor Fukunaga, o elogiado SIN NOMBRE.
  
LANTERNA VERDE - CAVALEIROS ESMERALDA ****
(GREEN LANTERN - EMERALD KNIGHTS, 2011)
Christopher Berkeley, Lauren Montgomery, Jay Oliva
O melhor longa de animação da DC Universe que vi até agora. São várias histórias, conectadas por uma linha narrativa, que ajudam a construir um panorama bem completo da Tropa dos Lanternas Verdes.
 
MATILDA ***
(idem, 1996)
Danny DeVito
Ótima comédia de humor negro para o público infantil, das melhores adaptações de Roald Dahl para o cinema. Bem coerente com o tom da obra do diretor Danny De Vito.
 
MENINO INVISÍVEL, O **
(THE INVISIBLE BOY, 1957)
Herman Hoffman
Trama completamente absurda, mesmo considerando a ficção científica dos anos 1950. Curioso por antecipar a ameaça do dómínio das máquinas sobre os homens e por trazer participação importante de Robby, o robô, aquele do clássico sci-fi PLANETA PROIBIDO.
  
MILLENNIUM - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES ***
(THE GIRL WITH THE DRAGON TATTOO, 2011)
David Fincher
Adaptação do best-seller homônimo bem mais classuda do que a versão sueca, sem que Fincher precise esconder o que tem de ridículo na trama. Pelo contrário, o diretor escancara este lado pulp com muito bom humor (o clímax ao som de Enya é impagável) e com o refinamento estético de sempre. Algumas mudanças pontuais servem pra surpreender aqueles que já leram o livro ou assistiram ao filme sueco.
 
MINHA BELA DAMA ***
(MY FAIR LADY, 1964)
George Cukor
Musical que tem seu charme, mas não é aquilo tudo. Longo e careta, tem seus momentos e canções. Audrey Hepburn começa o filme como uma caricatura e, aos poucos, vai retomando a classe de sempre.
 
PLANETA VERMELHO ***
(RED PLANET, 2000)
Antony Hoffman
Nunca tinha visto este concorrente de MISSÃO: MARTE na corrida ao planeta vermelho. E fiquei até surpreso. Trata-se de uma sci-fi que parece ter saído diretamente dos anos 1950 no absurdo de algumas situações. Não tem a classe do filme de De Palma, mas o roteiro é igualmente pulp. O que foi feito do diretor Hoffman?
 
PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN ****
(WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN, 2011)
Lynne Ramsay
Gostei demais deste drama perturbador, um filme de horror para qualquer pai. Aliás, faz dupla perfeita com O ORFANATO e OS INOCENTES como os maiores medos paternos já filmados. Tilda Swinton nunca esteve melhor. E dá pra lamentar que Lynne Ramsay tenha perdido o projeto de THE LOVELY BONES para Peter Jackson. 
 
PSICOSE IV - O COMEÇO **
(PSYCHO IV - THE BEGINNING, 1990)
Mick Garris
Garris faz um prequel para o clássico de Hitchcock que parece ter saído direto das HQs da EC Comics. Falta só o Guardião da Cripta para introduzir a relação incestuosa de Norman Bates com sua mãe. O que é compreensível, já que esta é vivida, em modo lascivo, pela eterna Julieta Olivia Hussey.
 
SEM TETO SEM LEI ***
(SANS TOIT NI LOI / VAGABOND, 1985)
Agnès Varda
O cadáver de uma sem-teto é encontrado numa vala. A partir de depoimentos das figuras que cruzaram seu caminho, vamos conhecendo a triste história da moça, vivida por Sandrine Bonnaire. Varda não força empatia com a personagem, o que aumenta a força da tragédia. 
 
SHAMPOO ***
(idem, 1975)
Hal Ashby
Warren Beatty interpreta uma versão de si próprio, um Casanova moderno que trabalha num salão de beleza e que presta, aham, serviços extras para as clientes. Um retrato curiosamente conservador da época pós-amor livre.
  
STAR WARS: EPISÓDIO I - A AMEAÇA FANTASMA ***
(STAR WARS: EPISODE I - THE PHANTOM MENACE, 1999)
George Lucas
Melhora na revisão, talvez por já estar preparado para os vários problemas. Fica mais fácil curtir as coisas boas.
 
STAR WARS: EPISÓDIO II - ATAQUE DOS CLONES **
(STAR WARS: EPISODE II - ATTACK OF THE CLONES, 2002)
George Lucas
Já este não é bom o suficiente para contornar um herói tão antipático quanto Anakin Skywalker, chato e birrento na interpretação equivocada de Hayden Christensen. Quando este e a coitada da Natalie Portman não estão na tela, o filme cresce. 
 
SUPER 8 ***
(idem, 2011)
J. J. Abrams
Apesar de ser concebido como uma homenagem ao cinema spielberguiano dos anos 1970 e 1980, soa sincero graças à paixão com a qual foi feito.
 
TARZAN E A CAÇADORA ***
(TARZAN AND THE HUNTRESS, 1947)
Kurt Neumann
Johnny Weissmüller já está longe da forma física da fase da MGM e Jane já não é mais a mesma (literalmente). Mas a aventura continua divertida, bem conduzida por Neumann (que faria outros longas do personagem e o clássico do horror A MOSCA DA CABEÇA BRANCA). Interessante também ver Chita e Boy seduzidos pela civilização.
  
VAMPYRES... AS FILHAS DE DRÁCULA ***
(VAMPYRES, 1974)
José Ramón Larraz
A trama não faz o menor sentido, mas a atmosfera criada pelo catalão Larraz não deve ser subestimada. Nem as carnes abundantes das vampiras lésbicas do título e de suas desarfotunadas presas.
  
VIAGEM 2 - A ILHA MISTERIOSA **
(JOURNEY 2: THE MYSTERIOUS ISLAND, 2012)
Brad Peyton
Não acho o VIAGEM AO CENTRO DA TERRA 3D ruim como dizem, mas fica difícil defender esta segunda aventura, que desperdiça seu potencial numa série de diálogos e piadas constrangedores (a do peitoral de The Rock é o fundo do poço). Luis Guzmán, coitado, tem o papel mais estereotipado e ingrato de todos os tempos, mas Michael Caine não está muito melhor. O pior é que a ideia dos "verneanos" é até promissora. 
 
VIRTUDE SELVAGEM *****
(THE YEARLING, 1946)
Clarence Brown
Foi golpe de sorte rever este antes de embarcar em CAVALO DE GUERRA. Me ajudou a apreciar ainda mais a beleza do filme de Spielberg. Trata-se de um comovente conto sobre família de pioneiros que vive nos pântanos da Louisiana. O pai, Gregory Peck, é um exemplo de retidão moral, mesmo quando tem de tomar decisões como a do clímax, que revoltou muitas gerações de moleques, mas que tem a coragem que falta a muitos filmes "adultos". A fotografia em Technicolor é das mais bonitas.  

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Sessões

IMAGEM FILMES EM BLU PARA FEVEREIRO 2012

by Kas 11. January 2012 07:36

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Blu-ray

IMAGEM FILMES EM BLU PARA JANEIRO 2012

by Kas 11. January 2012 07:05

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Blu-ray

FOX BLU PARA FEVEREIRO 2012

by Kas 11. January 2012 06:30

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Blu-ray

FILMES VISTOS DE JUNHO A DEZEMBRO DE 2011

by Kas 7. January 2012 05:46
1408 ***
(idem, 2007)
Mikael Hafström
 
72 HORAS **
(THE NEXT THREE DAYS, 2010)
Paul Haggis
 
À NOITE SONHAMOS ***
(A SONG TO REMEMBER, 1945)
Charles Vidor
 
ALÉM DA VIDA ***
(HEREAFTER, 2010)
Clint Eastwood
 
ALEXANDRIA ***
(AGORA, 2009)
Alejandro Amenábar
 
ALIEN - O 8º PASSAGEIRO ****
(ALIEN, 1979)
Ridley Scott
 
AQUÁRIO ****
(FISH TANK, 2009)
Andrea Arnold
 
BONEQUINHA DE LUXO *****
(BREAKFAST AT TIFFANY'S, 1961)
Blake Edwards
 
BONITA COMO NUNCA ***
(YOU WERE NEVER LOVELIER, 1942)
William A. Seiter
 
BURACO, O ***
(THE HOLE, 2010)
Joe Dante
 
BURLESQUE **
(idem, 2010)
Steve Antin
 
CAPITÃO AMÉRICA - O PRIMEIRO VINGADOR ***
(CAPTAIN AMERICA - THE FIRST AVENGER, 2011)
Joe Johnston
 
CISNE NEGRO, O ***
(THE BLACK SWAN, 1942)
Henry King
 
COLT .45 ***
(COLT .45, 1950)
Edwin L. Marin
 
COMANDO 10 DE NAVARONE ***
(FORCE 10 FROM NAVARONE, 1978)
Guy Hamilton
 
COMO CÃES E GATOS 2 - A VINGANÇA DE KITTY GALORE **
(CATS & DOGS - THE REVENGE OF KITTY GALORE, 2010)
Brad Peyton
 
CONTA COMIGO ****
(STAND BY ME, 1986)
Rob Reiner
 
CONTRA TODAS AS BANDEIRAS ****
(AGAINST ALL FLAGS, 1952)
George Sherman
 
CORAÇÃO DE TINTA - O LIVRO MÁGICO **
(INKHEART, 2007)
Iain Softley
 
CRIAÇÃO ***
(CREATION, 2009)
Jon Amiel
 
CRONOS ***
(idem, 1993)
Guillermo Del Toro
 
DELÍRIO DE AMOR ****
(THE MUSIC LOVERS, 1970)
Ken Russell
 
DESCONHECIDO ***
(UNKNOWN, 2011)
Jaume Collet-Serra
 
E AGORA BRILHA O SOL ***
(THE SUN ALSO RISES, 1957)
Henry King
 
ERA UMA VEZ NO OESTE *****
(ONCE UPON A TIME IN THE WEST, 1968)
Sergio Leone
 
ESCUDO NEGRO DE FALWORTH, O ***
(THE BLACK SHIELD OF FALWORTH, 1954)
Rudolph Maté
 
ESPOSA DE MENTIRINHA *
(JUST GO WITH IT, 2011)
Dennis Dugan
 
EXCALIBUR ****
(idem, 1981)
John Boorman
 
FORÇA DO DESTINO, A ***
(AN OFFICER AND A GENTLEMAN, 1983)
Taylor Hackford
 
FÚRIA SOBRE RODAS **
(DRIVE CRAZY, 2011)
Patrick Lussier
 
GAROTA DA CAPA VERMELHA, A *
(RED RIDING HOOD, 2011)
Catherine Hardwicke
 
GAROTA LEVADA ***
(CETTE SACRÉE GAMINE/MAM'ZELLE PIGALLE, 1956)
Michel Boisrond
 
GLÓRIA FEITA DE SANGUE *****
(PATHS OF GLORY, 1957)
Stanley Kubrick
 
GRANDE VALSA, A ***
(THE GREAT WALTZ, 1938)
Julien Duvivier
 
HOMENS DE HONRA **
(MEN OF HONOR, 2000)
George Tillman, Jr.
 
HOMEM MISTERIOSO, UM ****
(THE AMERICAN, 2010)
Anton Corbijn
 
INFERNO VERMELHO **
(RED HEAT, 1988)
Walter Hill
 
INTERMEDIÁRIO.COM **
(MIDDLE MEN, 2010)
George Gallo
 
INVERNO EM TEMPO DE GUERRA ***
(OORLOGSWINTER, 2008)
Martin Koolhoven
 
JACKASS 3 *
(idem, 2010)
Jeff Tremaine
 
JAKE GRANDÃO ***
(BIG JAKE, 1971)
George Sherman
 
LOUCA OBSESSÃO ***
(MISERY, 1990)
Rob Reiner
 
LOUCURAS DE CARNAVAL **
(MARDI GRASS: SPRING BREAK, 2011)
Phil Dornfeld
 
LUA DE PAPEL ****
(PAPER MOON, 1973)
Peter Bogdanovich
 
LUNAR ****
(MOON, 2009)
Duncan Jones
 
MEGAMENTE ***
(MEGAMIND, 2010)
Tom McGrath
 
MEU PRIMEIRO AMOR ***
(MY GIRL, 1991)
Howard Zieff
 
MISSÃO, A ***
(THE MISSION, 1986)
Roland Joffé
 
MISTÉRIO NO LAGO **
(BENEATH STILL WATERS, 2005)
Brian Yuzna
 
MONSTROS ****
(MONSTERS, 2010)
Gareth Edwards
 
MULHER MAIS LINDA DO MUNDO, A ***
(LA DONNA PIÙ BELLA DEL MONDO, 1955)
Robert Z. Leonard
 
MÚSICA IRRESISTÍVEL DE BENNY GOODMAN, A **
(THE BENNY GOODMAN STORY, 1955)
Valentine Davies
 
ESTRIPADOR DE NOVA YORK, O ****
(LO SQUARTATORE DI NEW YORK/THE NEW YORK RIPPER, 1982)
Lucio Fulci
 
EXÉRCITO DO EXTERMÍNIO, O ***
(THE CRAZIES, 1973)
George A. Romero
 
HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE II ***
(HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS - PART II, 2011)
David Yates
 
LANTERNA VERDE ***
(GREEN LANTERN, 20110
Martin Campbell
 
MISSÃO: IMPOSSÍVEL - PROTOCOLO FANTASMA ***
(MISSION: IMPOSSIBLE - GHOST PROTOCOL, 2011)
Brad Bird
 
NOIVO DA MINHA MELHOR AMIGA, O **
(SOMETHING BORROWED, 2011)
Luke Greenfield
 
NOME DA ROSA, O *****
(THE NAME OF THE ROSE, 1986)
Jean-Jacques Annaud
 
PODER DA GRAÇA, O **
(THE GRACE CARD, 2010)
David Evans
 
REI LEÃO, O ***
(THE LION KING, 1994)
Roger Allers e Rob Minkoff
 
ONDINE ***
(idem, 2009)
Neil Jordan
 
SMURFS E A FLAUTA MÁGICA, OS *
(LA FLÛTE À SIX SCHTROUMPFS, 1975)
José Dutillieu
 
PIRATAS DO CARIBE - NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS **
(PIRATES OF THE CARIBBEAN - ON STRANGE TIDES, 2011)
Rob Marshall
 
POUCAS CINZAS
(LITTLE ASHES, 2008)
Paul Morrison
 
PULANDO A VASSOURA **
(JUMPING THE BROOM, 2011)
Salim Akil
 
QUER DANÇAR COMIGO? ***
(VOULEZ-VOUS DANSER AVEC MOI?, 1959)
Michel Boisrond
 
RAIN MAN ***
(idem, 1988)
Barry Levinson
 
RECRUTAS DA PESADA ***
(STRIPES, 1981)
Ivan Reitman
 
REI DOS REIS *****
(KING OF KINGS, 1961)
Nicholas Ray
 
RETRATO DE DORIAN GRAY, O *
(DORIAN GRAY, 2009)
Oliver Parker
 
SALMO VERMELHO **
(MÉG KÉR A NÉP, 1972)
Miklós Jancsó
 
SANGUE REBELDE ****
(CAPTAIN LIGHTFOOT, 1955)
Douglas Sirk
 
SENNA ***
(idem, 2010)
Asif Kapadia
 
SEXO SEM COMPROMISSO **
(NO STRINGS ATTACHED, 2011)
Ivan Reitman
 
SOLOMON KANE - O CAÇADOR DE DEMÔNIOS ***
(SOLOMON KANE, 2009)
Michael J. Barrett
 
SUPERMAN III ***
(idem, 1983)
Richard Lester
 
TAMBORES DISTANTES ***
(DISTANT DRUMS, 1951)
Raoul Walsh
 
THE SOUL OF A MAN ***
(idem, 2003)
Wim Wenders
 
TOQUE DE RECOLHER ***
(TAPS, 1981)
Harold Becker
 
TRANSFORMERS  
(idem, 2007)
Michael Bay
 
TRANSFORMERS - A VINGANÇA DOS DERROTADOS 
(TRANSFORMERS - REVENGE OF THE FALLEN, 2009)
Michael Bay
 
TRANSFORMERS - O LADO ESCURO DA LUA 
(TRANSFORMERS - DARK OF THE MOON, 2011)
Michael Bay
 
TREM MISTÉRIO ****
(MYSTERY TRAIN, 1989)
Jim Jarmusch
 
TRÊS MÁSCARAS DE EVA, AS **
(THE THREE FACES OF EVE, 1957)
Nunnally Johnson
 
TUDO PELO PODER ***
(THE IDES OF MARCH, 2011)
George Clooney 
 
ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA, A ***
(THE OMEGA MAN, 1971)
Boris Sagal
 
VELOZES E FURIOSOS 5 - OPERAÇÃO RIO ***
(FAST FIVE, 2011)
Justin Lin
 
VENCEDOR, O ***
(THE FIGHTER, 2010)
David O. Russell
 
VINGADOR INVISÍVEL, O ****
(AND THEN THERE WERE NONE, 1945)
René Clair
 
VOCÊ VAI CONHECER O HOMEM DOS SEUS SONHOS ***
(YOU WILL MEET A TALL DARK STRANGER, 2010)
Woody Allen
 
X-MEN - PRIMEIRA CLASSE ***
(X-MEN - FIRST CLASS, 2011)
Matthew Vaughn

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Sessões

ONDINE

by Kas 25. December 2011 09:06

Ao contar, em A DAMA NA ÁGUA (2006), a história de uma ninfa aquática que surge na piscina de um condomínio, o diretor e roteirista M. Night Shyamalan defende o poder transformador da palavra, mas acaba por se ver dependendo demasiadamente da mesma. Por muitas vezes, seus personagens narram a história em vez de vivê-la.

Pois o cineasta irlandês Neil Jordan não comete o mesmo pecado em ONDINE, lançado em DVD e Blu-ray no Brasil pela Imagem Filmes. Jordan entende que a maior força de sua história de amor com toques míticos está na simplicidade da exposição e na atmosfera palpável captada por sua câmera. É exatamente quando começa a duvidar do potencial de suas opções narrativas que o filme perde parte de sua força, como no clímax excessivamente mastigado, que anula muitas das nuances e da ambigüidade da trama.

Colin Farrell faz o pescador Syracuse, apelidado de Circo pela população de uma pequena cidade da costa da Irlanda graças ao seu passado, quando vivia como um palhaço entregue à bebida. Numa manhã, Syracuse literalmente “pesca” em sua rede uma bela moça chamada Ondine (a polonesa nascida no México Alicja Bachleda), “a que veio do mar”, a quem acolhe em sua cabana, sem questionar sua origem ou o motivo pelo qual esta deseja não ser vista por mais ninguém. Annie (Alison Barry), a filha do protagonista que aguarda um transplante de rim, suspeita que Ondine é na verdade uma selkie, criatura da mitologia céltica que se transforma em humana após abandonar sua pele de foca.

Tal como Shyamalan, Jordan dá pouca atenção ao aspecto fantástico de sua história e enfatiza a relação que se estabelece entre aquela que veio do mar e o herói, um sujeito de bom coração falido emocionalmente, que procura se reerguer após traumas do passado. Como acontece nos contos de fada e nas jornadas mitológicas, os demais personagens servem mais como ferramentas narrativas do que como pessoas de carne e osso.

Em ONDINE, a estrutura de conto de fadas é explicitada nos próprios diálogos, mas não a ponto de eclipsar a narrativa, como acontece em A DAMA NA ÁGUA. É um toque de refinamento de Neil Jordan, acostumado a narrativas fabulares em filmes como A COMPANHIA DOS LOBOS (no qual criava uma versão psicanalítica de Chapeuzinho Vermelho), TRAÍDOS PELO DESEJO, ENTREVISTA COM O VAMPIRO e CAFÉ DA MANHÃ EM PLUTÃO.

Curiosamente, Shyamalan e Jordan contaram com a contribuição essencial do excelente diretor de fotografia Christopher Doyle, responsável pelo visual suntuoso dos filmes de Wong Kar-Wai (AMOR À FLOR DA PELE, AMORES EXPRESSOS) e Zhang Yimou (HERÓI). Tanto em A DAMA NA ÁGUA quanto em ONDINE, Doyle optou por texturas e cores discretas, que interferem minimamente na ambientação. Seu trabalho em ONDINE é ainda mais impressionante, fazendo uso criativo de câmera na mão e diferentes bitolas, de forma a dar conta da multiplicidade de pontos de vista, e captar a poesia crua das locações na Irlanda.

Estas opções visuais estão perfeitamente preservadas na edição em Blu-ray, que traz imagem e áudio de excepcional qualidade. Porém, nenhum extra foi incluído na edição.

ONDINE
Irlanda/EUA, 2009
IDIOMA: Inglês DTS-HD MA 5.1, Português DTS-HD MA 5.1
LEGENDAS: Português, Inglês
FORMATO DE TELA: Widescreen 1.78:1 1080p
Romance – 1h43 – Cor – Imagem Filmes
Direção: Neil Jordan
Com Colin Farrell, Alicja Bachleda, Stephen Rea, Dervla Kirwan, Alison Barry
FILME: ***
IMAGEM: *****
ÁUDIO: ****
EXTRAS: não tem

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Blu-ray - Resenhas

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