O GRANDE GATSBY

by Kas 28. March 2011 08:16

Se existe um livro que merece ser lido antes de se ver qualquer de suas versões cinematográficas, este é O GRANDE GATSBY, de F. Scott Fitzgerald (de cuja obra foi adaptado recentemente O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON). Além de superior a qualquer de suas versões, o livro é curto e demora praticamente o mesmo tempo para ser degustado do que um filme. Uma vez feito isso, é possível até mesmo apreciar melhor esta versão de 1974, que a Paramount disponibiliza em DVD no Brasil.

Mais do que uma trágica história de amor, Fitzgerald criou um registro fiel do mundo regado à Champagne da alta roda novaiorquina nos anos 1920. Sua descrição sucinta, mas aguda e altamente crítica, das festas e do estilo de vida dos ricos, ambiente que Fitzgerald freqüentava e conhecia bem, é o que torna O GRANDE GATSBY tão atraente para uma Hollywood afeita ao luxo e ao requinte. Mas, paradoxalmente, nenhuma de suas adaptações conseguiu capturar a efervescência do período. Figurinos, cenários e música por si só não dão conta de reproduzir a atmosfera embriagante retratada na obra.

Nick Carraway (o então novato Sam Waterston, que faria OS GRITOS DO SILÊNCIO) é um jovem corretor de ações que chega em Nova York vindo de Chicago. Sem dinheiro, aluga uma velha casa ao lado de uma mansão em Long Island. Seus contatos na alta sociedade se limitam a sua prima Daisy (Mia Farrow), que se casou com seu ex-colega de faculdade Tom Buchanan (Bruce Dern). Mas Carraway fica mesmo fascinado é com o morador da mansão vizinha, onde altas festas acontecem todos os fins de semana. Até que um dia Carraway é convidado para um destes eventos, onde fica conhecendo o misterioso proprietário da mansão, Jay Gatsby (Robert Redford), uma incógnita até mesmo para seus próprios convidados.

Importa pouco o mistério por trás da figura e do passado de Gatsby. Interessa mais o que Fitzgerald extrai do comportamento humano – principalmente daquela fauna que rodeia Gatsby, Carraway e os Buchanan. Seria fácil simplesmente criticar um mundo de aparências e de emoções fugazes caso o autor não o fizesse com tanto conhecimento de causa.

É onde geralmente pecam os filmes extraídos da obra. O GRANDE GATSBY chegou aos cinemas pela primeira vez em 1926, um ano após a publicação do livro, com Warner Baxter como o personagem título, que seria encarnado por Alan Ladd na refilmagem - mais famosa – de 1949, ATÉ O CÉU TEM LIMITES.

Nos anos 1970, a Paramount encomendou a Truman Capote um roteiro para uma nova versão, que teria Ali MacGraw como Daisy, e Warren Beatty ou Jack Nicholson como Gatsby. As liberdades que Capote tomou com o texto original não agradaram e o estúdio entregou o projeto a Francis Ford Coppola, que reescreveu tudo em três semanas, mas preferiu dirigir O PODEROSO CHEFÃO – PARTE II e A CONVERSAÇÃO. O inglês Jack Clayton, do perturbador OS INOCENTES (1961), assumiu a direção e caprichou no elenco e na produção (o filme ganhou os Oscars de figurino e trilha musical). O papel de Gatsby foi entregue a Robert Redford, que tem a boa pinta e o jeitão enigmático que pede o personagem, mas não a mesma fragilidade. Suas cenas com Mia Farrow carecem de química, e com isso toda a história de amor que move a trama cai por terra.

Mesmo sendo extremamente fiel às palavras e aos eventos do livro, o filme de Clayton resulta estóico. Clayton falha em conseguir encontrar signos próprios que traduzam o espírito do original para o cinema. O que se vê de narrativa visual já era sugerido por Fitzgerald – por exemplo, os olhos que tudo vêem no outdoor que fica na frente do posto de gasolina, onde acontece um fato marcante da trama. Melhor sorte talvez tenha Baz Luhrmann, que pretende levar a obra às telas mais uma vez, com Leonardo DiCaprio como Gatsby e Tobey Maguire como Carraway. Pelo menos as festas serão mais eufóricas nas mãos do diretor de MOULIN ROUGE.

O GRANDE GATSBY
The Great Gatsby, EUA, 1974
IDIOMA: Inglês 5.1
LEGENDAS: Português, Inglês, Espanhol
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 1.78:1
Drama romântico – 2h23 – Cor – Paramount

Direção: Jack Clayton
Com Robert Redford, Mia Farrow, Sam Waterston, Karen Black, Bruce Dern, Lois Chiles, Scott Wilson
FILME: ***
DVD: ***

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DVD - Resenhas

NENHUMA MULHER VALE TANTO

by Kas 28. March 2011 08:08

Romanceada cinebiografia de Jim Bowie, um dos heróis de Alamo, aqui mostrado bem antes da fatídica batalha. De pobre lenhador dos pântanos da Louisiana a milionário em New Orleans, o filme do experiente Gordon Douglas credita a ascensão de Bowie a uma paixão à primeira vista por sedutora e pouco confiável dama da sociedade.

Foi o primeiro de sete filmes que Alan Ladd assinou com a Warner, após virar astro na Paramount. A amante de ferro do título original é a famosa faca que Bowie criou e que virou sua marca registrada.

Boa produção em Technicolor, preservado nessa ótima cópia. Sem extras.

NENHUMA MULHER VALE TANTO
The Iron Mistress, EUA, 1952
IDIOMA: Inglês 2.0 mono
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Full Frame 1.33:1
Drama de aventura – 1h30 – Cor – Lume

Direção: Gordon Douglas
Com Alan Ladd, Virginia Mayo, Joseph Calleia, Phyllis Kirk, Alf Kjellin

FILME: ***
DVD: ***

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DVD - Resenhas

MORTE NO FUNERAL

by Kas 28. March 2011 06:35

Inútil refilmagem do sucesso independente britânico, ainda mais porque é bastante fiel, trocando apenas o elenco original por um formado basicamente por afro-descendentes (Peter Dinklage é o único que repete seu papel).

Produzido pelo comediante Chris Rock, que faz o primogênito de uma família que sofre com a fama do irmão escritor (Martin Lawrence), e que tem de manejar o funeral do próprio pai, enquanto toda sorte de problemas acontece ao redor.

Mais um passo em falso do diretor e dramaturgo Neil LaBute, que costuma alternar seus filmes mais pessoais (NA COMPANHIA DOS HOMENS) com projetos medíocres de encomenda como este (e a refilmagem de O HOMEM DE PALHA, entre outros).

Boa edição, com cenas excluídas, making of e comentários em áudio. Também em Blu-ray.

MORTE NO FUNERAL
Death at a Funeral, EUA, 2010
IDIOMA: Inglês 5.1, Português 5.1, Espanhol 5.1, Francês 5.1
LEGENDAS: Português, Espanhol, Inglês, Francês
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 2.39:1
Comédia – 1h32 – Cor – Sony

Direção: Neil LaBute
Com
Chris Rock, Martin Lawrence, Zoe Saldana, James Marsden, Keith David, Loretta Devine, Peter Dinklage, Danny Glover, Luke Wilson, Tracy Morgan
FILME: *
DVD: ***

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DVD - Resenhas

CALIFORNIA BLU PARA MAIO DE 2011

by Kas 28. March 2011 06:32
 

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Blu-ray

SUCKER PUNCH - MUNDO SURREAL

by Kas 25. March 2011 04:31

Com a estrutura de AS 1001 NOITES, o clima delirante de ALICE NO PÁIS DAS MARAVILHAS, o revisionismo pop de MOULIN ROUGE e a mensagem edificante das Fábulas de Esopo, SUCKER PUNCH – MUNDO SURREAL (SUCKER PUNCH, 2011) não é só o fetichismo da violência prometido pelos trailers.

Ao contrário, é o projeto mais pessoal de Zack Snyder e, talvez por isso, aquele no qual suas idéias visuais e narrativas estão mais bem integradas. Com todas as suas arestas, o longa encontra sua relevância em conceitos e idéias próprias ausentes nos filmes anteriores de Snyder. É sua primeira história original, a da jovem (Emily Browning, a mocinha de DESVENTURAS EM SÉRIE) que é internada num hospício pelo padrasto molestador, e que, prestes a ser lobotomizada, fantasia – no sentido mais amplo do termo – sua fuga do local. É uma missão contada aos moldes dos contos de fada e sagas mitológicas, algo como os Cinco Trabalhos de Babydoll, que é como a moça passa a ser chamada. Ela e suas companheiras têm de passar pelas várias peripécias próprias das epopeias antes de atingir seu intento final: a libertação, tanto física quanto espiritual.

Snyder parte da mesma ambição do comercialmente malfadado CAPITÃO SKY E O MUNDO DO AMANHÃ (2004): quer ser o amálgama definitivo dos sonhos molhados da geração geek, com toda uma iconografia que o cineasta conhece bem: golem samurai, soldados zumbis, Barão Vermelho, universo steampunk, robôs, armas, orcs e dragões gerados em frente a cenários digitais. Faz o elogio da imaginação e do escapismo e se contradiz abertamente ao lembrar propositadamente diversos outros filmes, resgatando o espectador de sua imersão ao conscientizá-lo de que está vendo exatamente isto, um filme.  

Snyder faz acima de tudo um ambicioso mix de epopeia e musical pós-moderno, no qual as cenas de dança são substituídas por outro tipo de coreografia fílmica, aquela das cenas de ação e dos efeitos visuais. Seu gosto pela estilização e pela câmera lenta assim funciona como nunca antes em sua filmografia, emoldurando a fantasia do artificialismo, da ilusão tipicamente cinematográfica.

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Cinema

ELIZABETH TAYLOR (1932-2011)

by Kas 25. March 2011 04:17

Em plena decadência dos grandes estúdios, Elizabeth Taylor celebrizou o poder das estrelas ao receber um salário de US$ 2 milhões para estrelar CLEÓPATRA (1963), que somado aos processos contra a Fox resultariam em cerca de US$ 7 milhões, o maior salário pago a um ator até então. Mesmo com os ataques de estrelismo, o romance adúltero com seu colega de elenco Richard Burton, o alto custo da produção e o fracasso de bilheteria que quase levou a Fox à falência, o papel de imperatriz do Egito representaria bem a posição de Taylor na hierarquia hollywoodiana.

Desde que mostrou suas feições de porcelana ao lado da collie Lassie em LASSIE – A FORÇA DO CORAÇÃO (1943) e A CORAGEM DE LASSIE (1946), Elizabeth Taylor chamou a atenção dos produtores, e viraria chamariz de bilheteria com o sucesso de A MOCIDADE É ASSIM MESMO, que estrelou ao lado de Mickey Rooney em 1944. Sua beleza clássica, rosto de menina com temperamento de mulher, seria então aproveitada em diversos gêneros, como a comédia familiar de O PAI DA NOIVA (1950) e as aventuras IVANHOÉ (1952) e NO CAMINHO DOS ELEFANTES (1954).

Mas foi a partir de sua participação em UM LUGAR AO SOL (1951) é que a atriz ganharia respaldo crítico. Taylor fazia a mocinha rica que representa a possibilidade de ascensão social para o pobretão Montgomery Clift. Daí em diante, Taylor se preocuparia cada vez mais em fugir dos papéis de mocinha para abraçar personagens complexos em textos desafiadores.

Tem início a grande fase da carreira da atriz, com a qual seria eternamente associada. Filmes como A ÚLTIMA VEZ QUE VI PARIS (1954) de Richard Brooks (extraído da obra de F. Scott Fitzgerald), DISQUE BUTTERFIELD 8 (que lhe daria o primeiro Oscar em 1960), o épico ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE (1956), onde contracenaria com o amigo Rock Hudson e James Dean, além do ciclo de adaptações do polêmico dramaturgo Tennessee Williams formado por GATA EM TETO DE ZINCO QUENTE (1958) de Richard Brooks, DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO (1959) de Joseph L. Mankiewicz (que dirigiria novamente a atriz em “Cleópatra”) e O HOMEM QUE VEIO DE LONGE (1968) de Joseph Losey.

Liz Taylor ainda brilharia em ADEUS ÀS ILUSÕES (1965) e QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF? (1966, que lhe renderia o segundo Oscar), ambos ao lado do amado Richard Burton, e O PECADO DE TODOS NÓS (1967) de John Huston, onde contracenaria com Marlon Brando.

Dentro ou fora das telas, Elizabeth Taylor mostrou que por trás do frágil rosto de porcelana estava uma mulher poderosa, de gênio forte e por vezes intratável, que perseguia suas paixões com a mesma intensidade com que vestia seus papéis, rendendo interpretações inesquecíveis que seriam para sempre eternizadas na constelação cinematográfica.

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Cinema

INVASÃO DO MUNDO: BATALHA DE LOS ANGELES

by Kas 21. March 2011 05:12

Durante a Segunda Guerra, de ambos os lados do front, proliferaram os filmes de recrutamento, dispostos a ampliar o contingente que sofria perdas inúmeras dia após dia. De lá pra cá, sempre que os EUA embarcavam num conflito, lá estava ele, o fiel filme de guerra propagandístico, para fazer a sua parte.

Pois INVASÃO DO MUNDO: BATALHA DE LOS ANGELES (BATTLE L.A. / WORLD INVASION: BATTLE L.A., 2011) quer te recrutar, ou pelo menos te fazer esquecer a safra de filmes recentes que esmiuçavam criticamente a Guerra do Iraque.

Canalizando INDEPENDENCE DAY (1996) pela via de FALCÃO NEGRO EM PERIGO (2001) – ou seja, já nasce com pelo menos uma década de atraso estético – INVASÃO DO MUNDO começa com uma estranha queda de asteróides na costa de várias das grandes cidades do mundo, como Los Angeles, onde se passa a história, e Tóquio (não é um filme que será exibido no Japão tão cedo). Logo os asteróides se revelam naves alienígenas dispostas a dizimar a vida no planeta, rico em água, elemento vital para os extraterrestres, o que os coloca na galáxia oposta da dos aliens de SINAIS (2002).

Ao contrário do filme de Shyamalan, do GUERRA DOS MUNDOS de Spielberg e do recente DISTRITO 9, com o qual quer se parecer, INVASÃO DO MUNDO não é contado do ponto de vista do cidadão desavisado. O protagonista, com seu queixo de galã da Marlboro, é Aaron Eckhart, que faz um sargento veterano do Iraque que desiste da aposentadoria para fazer a sua parte na luta contra os invasores. A câmera tremida do diretor Jonathan Liebesman (cujo único crédito positivo é a sequência inicial de seu NO CAIR DA NOITE), que serve mais para distrair do que para engajar o espectador na ação, segue Eckhart e seu pelotão pelas ruas em ruínas de Los Angeles, resgatando civis e buscando por uma estratégia que pode reverter o curso da ação.A grande sacada do projeto é essa, a de virar uma franquia, com cada filme se passando num local diferente do mundo: Paris, Rio ou o Himalaia.

Por sua bravura, e por seu patriotismo, o herói Eckhart chega a ser comparado a John Wayne. Irônico e apropriado, já que até Wayne fez sua contribuição ao esforço de guerra, ajudando a levar os jovens norte-americanos para o Vietnã com seu OS BOINAS-VERDES (1968).

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Cinema

IMAGEM FILMES EM BD PARA MAIO DE 2011

by Kas 21. March 2011 05:05

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Blu-ray

BUENA VISTA BLU PARA MAIO DE 2011!

by Kas 21. March 2011 05:04

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Blu-ray

MÚSICA E LÁGRIMAS / O ARCO MÁGICO

by Kas 17. March 2011 10:05

Dois grandes nomes da música mundial são tema de dois bons títulos da Classicline. Cada qual em seu século e a seu modo, ambos revolucionaram a forma como executavam sua música, criando estilos que exerceriam grande influência em outros compositores.

MÚSICA E LÁGRIMAS é o mais famoso entre os dois títulos. Esta celebrada reunião entre o astro James Stewart e o diretor Anthony Mann – conhecidos pela parceria em uma série de westerns de cunho psicológico nos anos 1950 – marcou a única incursão no drama musical. Trata-se da cinebiografia do big band leader Glenn Miller, autor de pérolas como “Moonlight Serenade”, “Pennsylvania 6-5000” e várias outras dentre as faixas mais tocadas em elevadores e casamentos hoje em dia. De seu início humilde, como trombonista, até se tornar um dos campeões de venda no início da década de 1940, a trama usa como fio condutor a história de amor entre Miller (Stewart, no seu modo “bom moço”) e a adorável Helen (June Alysson, na época, ainda estrelinha da Universal).

É comum filmes do gênero terem como fundação um romance, algo que acontece também em O ARCO MÁGICO. Esta ágil produção britânica aborda a vida do compositor genovês Niccolò Paganini que, durante as guerras napoleônicas, se firmou como um prodígio do violino, criando uma técnica de execução extremamente moderna. Juntamente com sua aparência extravagante, este virtuosismo gerou boatos de que devia seu talento a um pacto com o demônio. Como em MÚSICA E LÁGRIMAS, a música é fator importante em O ARCO MÁGICO, mas não mais do que o romance entre o pobre Paganini (o canastra Stewart Granger, prejudicado pelo excesso de maquiagem e por uma peruca ridícula) e a aristocrata Jeanne de Vermond (Phyllis Calvert, cativante).

Outro ponto em comum entre ambos os filmes são cenas chaves onde os realizadores mostram o poder da música – e da arte em geral – perante o horror da guerra. O grande momento de MÚSICA E LÁGRIMAS acontece com Glenn Miller faz com que sua banda continue tocando mesmo durante um bombardeio na Segunda Guerra. Cena que encontra correspondência em O ARCO MÁGICO, quando Paganini se recusa a interromper uma apresentação, mesmo com a invasão do exército napoleônico.

Exatamente pela importância que a música tem em suas narrativas, é de se comemorar a qualidade sonora de ambos os DVDs. Claro que se deve levar em consideração a idade dos filmes, mas suas faixas de áudio fazem jus às magníficas melodias de Miller e Paganini. A distribuidora optou por oferecer duas faixas de áudio para cada filme, uma em 2.0 e outra remixada em 5.1 canais. Opte pela primeira, que é mais fiel às trilhas originais em mono, já que as remixadas soam por vezes estranhas, com reverberação nas caixas surround acabando por se tornar indesejadas distrações no lugar de incrementar o envolvimento do espectador.

Com relação ao vídeo, existe uma discrepância entre os títulos. MÚSICA E LÁGRIMAS, além de ser uma década mais recente, aproveita um máster anamórfico oficial licenciado pela Universal, tirado de um negativo visivelmente sem restauração, um pouco suave demais, mas em bom estado, com cores fiéis. Já O ARCO MÁGICO, sendo uma produção inglesa e não dos grandes estúdios hollywoodianos, não conta com um máster oficial, portanto é bom esperar por uma cópia tirada de um negativo em estado de conservação bem regular. São visíveis ainda os efeitos colaterais da conversão feita de um máster europeu, como artefatos e ruídos digitais. Os extras são inexistentes. 

MÚSICA E LÁGRIMAS
The Glenn Miller Story
, EUA, 1954
IDIOMA: Inglês 5.1, Inglês 2.0
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Widescreen Anamórfico 1.85:1
Drama – 1h53 – Cor – Classicline

Direção:
Anthony Mann
Com
James Stewart, June Allyson, Henry Morgan, Charles Drake, George Tobias, Barton MacLane, Louis Armstrong
FILME: ***
DVD:
***

O ARCO MÁGICO
The Magic Bow
, Inglaterra, 1946
IDIOMA: Inglês 5.1, Inglês 2.0
LEGENDAS: Português
FORMATO DE TELA: Full Frame 1.33:1
Drama / Romance / Comédia – 1h41 – Cor – Classicline

Direção:
Bernard Knowles
Com
Stewart Granger, Phyllis Calvert, Jean Kent, Dennis Price, Cecil Parker, Felix Aylmer
FILME: ***
DVD:
**

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