SALT

by Kas 30. July 2010 11:09

Logo no início de SALT (idem, 2010), que estréia hoje em todo o Brasil, a super agente da CIA Evelyn Salt (Angelina Jolie) é libertada de uma prisão norte-coreana, por onde passou por toda sorte de torturas e maus tratos (que nem James Bond em 007 - UM NOVO DIA PARA MORRER). Mas seu verdadeiro calvário começa quando é acusada nos EUA de ser, na verdade, uma espiã russa infiltrada, parte de um plano maligno para causar uma guerra que levará a América à destruição.

Planejado para ser uma nova franquia de aventuras de espionagem na linha de Jason Bourne e James Bond, SALT, originalmente, foi oferecido a Tom Cruise, que optou por interpretar no lugar outro espião duro de matar em ENCONTRO EXPLOSIVO, também em cartaz nos cinemas. O roteirista Kurt Wimmer, que já explorara os meandros da CIA em O NOVATO (2003), não perdeu tempo e trocou o sexo do protagonista, entregando o papel a Angelina Jolie, que já provou dar conta de toda espécie de vilão em O PROCURADO, SR. E SRA. SMITH e TOMB RAIDER.

Pois Jolie aqui se supera nos malabarismos e na pancadaria, e sobra para um grupo de ingênuos saudosos da Guerra Fria que querem transformar a Rússia novamente numa superpotência, destruindo os EUA no processo. Os vilões são tão anacrônicos que um deles até esconde uma faca na sola do sapato, tal qual a arma da clássica agente russa de MOSCOU CONTRA 007. Poderia até soar como uma homenagem, se o roteiro não fosse tão derivativo e com mais furos que as vítimas da pontaria perfeita de Jolie. O diretor Phillip Noyce, que já trabalhara com a estrela no mediano O COLECIONADOR DE OSSOS, bem que tenta, mas não consegue encontrar lógica na trama. Pelo contrário, parece ter esquecido todo o engajamento crítico de filmes como O AMERICANO TRANQUILO e GERAÇÃO ROUBADA, e voltado aos tempos mais inconsequentes de O SANTO. E o espectador fica realmente intrigado é com aquilo que o filme não mostra: como uma agente tão fabulosa conseguiu ser capturada na tal Coréia do Norte do início do filme?

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Cinema

TUDO PODE DAR CERTO

by Kas 30. July 2010 11:05

Um intelectual de meia idade neurótico e ranzinza sofre com a solidão auto-infringida, em meio à efervescência novaiorquina, até que cai de quatro por uma jovem que mal chegou na maioridade (a gracinha Evan Rachel Wood, fazendo um papel clone do de Anna Paquin em TRUE BLOOD). Não que isso irá mudar muito sua forma niilista de ver o mundo, mas é pretexto para desfilar comentários ainda mais sarcásticos sobre tudo e todos.

Ou seja, TUDO PODE DAR CERTO (WHATEVER WORKS, 2009) é um típico Woody Allen, e talvez por isso recebido com frieza pela crítica, que se sabe lá porque cobra do diretor um tipo de cinema que lhe é estranho, e com isso deixa de curtir o filme pelo que ele é: uma divertida e inteligente comédia. Tudo bem que não é memorável como os melhores filmes de Allen, mas a verdade é que este pertence a uma estirpe rara de cineastas, aqueles cujos filmes quando são bons, são excelentes, e quando são regulares, ainda assim são melhores que a maioria dos que estão em cartaz por aí.

Não que Woody Allen tenha se acomodado na fama e nivelado por baixo. De vez em quando solta um MATCH POINT pra provar que ainda é dos maiores. Mas prefere seguir nos presenteando regularmente com um filme por ano, e sempre mantendo a mesma identidade e a forma personalíssima de ver e fazer cinema.

TUDO PODE DAR CERTO é assim, um legítimo Allen, mesmo que o próprio não dê as caras, cedendo seu papel padrão para Larry David, que brilhou na TV com as séries SEINFELD (do qual foi roteirista e produtor) e CURB YOUR ENTUASIASM, que também estrela. David compõe um personagem mais ríspido e antipático do que os vividos por Allen em outros filmes, menos digno de afeição, mas igualmente fragilizado por trás das ofensas dirigidas a Deus e todo mundo. Chauvinista, preconceituoso e intratável, não passa pelo “arco do personagem” típico das produções hollywoodianas, na qual este revê seus conceitos e pontos de vista com relação a sua vida. Ao contrário, continua o mesmo, mesmo com todos mudando a seu redor. E continua engraçadíssimo, assim como o próprio cinema de Woody Allen.

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Cinema

PARIS FILMES EM BLU PARA SETEMBRO DE 2010

by Kas 27. July 2010 15:59

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PREDADORES

by Kas 27. July 2010 15:40

Saindo da sessão para imprensa de PREDADORES (PREDATORS, 2010), ouço no rádio que a Polícia Civil do Rio de Janeiro está investindo mais de sete milhões de reais em um equipamento que permite com que os policiais identifiquem os criminosos no escuro, a partir de leitura do calor corporal destes últimos.

Algo irônico, já que a franquia PREDADOR foi construída a partir de um conceito muito esperto e interessante: e se a compulsão humana para a caça predatória não fosse exclusiva? E se existisse uma raça ainda mais violenta e sedenta de sangue, que transformasse a nós em caça? PREDADOR, dirigido por John McTiernan em 1987, trazia um grupo de mercenários que, em uma operação na floresta da Guatemala, é dizimado um a um por uma criatura alienígena. Dotado de sofisticados equipamentos de camuflagem e o tal sensor de calor, o Predador vem a nosso planeta de tempos em tempos para praticar o esporte de caça. Quanto mais perigosa for a presa, melhor e mais estimulante. Daí a opção por mercenários armados até os dentes, entre eles um invencível Arnold Schwarzenegger.

Misturando elementos do cinema de ação que chegou ao auge naquela década, e do qual Schwarzenegger é dos maiores expoentes, com o mix de terror e ficção científica que deu tão certo em ALIEN e O ENIGMA DE OUTRO MUNDO, PREDADOR de cara deu origem a um monstro memorável e a uma franquia que se estendeu aos trancos e barrancos pelas décadas seguintes. Sua fraca continuação, PREDADOR 2 - A CAÇADA CONTINUA, situava a criatura em uma selva urbana, enquanto as ainda mais fracas duas partes da malfadada franquia amálgama ALIEN VS. PREDADOR os colocava em confronto direto com outro monstro célebre do cinema moderno. Sem o mesmo pulso do filme original, estes derivados serviram apenas para banalizar o conceito inicial e diluir o mistério do personagem.

De forma a contornar a familiaridade que as platéias modernas têm com o monstro e retomar o senso de perigo e apreensão do filme original, PREDADORES altera radicalmente o campo de atuação dos monstros. No lugar de uma ambiente terrestre, a caça – ou seja, um grupo de perigosos indivíduos – agora é transportada para um planeta desconhecido que funciona como reserva de caça. Num ambiente estranho que não dominam, resta aos personagens não apenas sobreviver, mas também escapar.

O diretor Nimród Antal (do eficiente suspense TEMOS VAGAS) e o produtor Robert Rodriguez primam por manter o mesmo ritmo contido do cinema fantástico dos anos 1980. A narrativa  respira, toma seu tempo, e cria a atmosfera necessária para que a presença das criaturas invisíveis volte a ser uma ameaça palpável, e não apenas pretexto para o show de efeitos digitais. Perto do cinema de ação moderno, cada vez mais grandiloqüente e alucinante, PREDADORES parece mesmo um alien.  Mas os realizadores mantêm a tendência atual de escalar o elenco contra o tipo padrão. Nada de brucutus musculosos comandando a ação. Alguns dos papéis principais foram para magricelos como Adrian Brody e Topher Grace ou pra brasileira Alice Braga (que vem fazendo expressiva carreira internacional pós-CIDADE DE DEUS). Não é a toa que os integrantes mais ameaçadores do elenco são os que primeiro viram churrasco nas mãos dos predadores.

Ainda de positivo, PREDADORES amplia de forma instigante o conceito original, sugerindo que as maiores barbaridades perpetradas pelos monstros são lições aprendidas observando o comportamento humano. Tanto aqui quanto em qualquer parte do universo, os homens continuam sendo os mais letais dos predadores.

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FLASHSTAR TAMBÉM ADERE AO BLU-RAY!

by Kas 22. July 2010 04:27

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WARNER BLU PARA AGOSTO DE 2010

by Kas 22. July 2010 04:23
 

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ENCONTRO EXPLOSIVO

by Kas 21. July 2010 11:56

Quando SR. E SRA. SMITH  estourou nas bilheterias em 2005, a expectativa era que os cinemas fossem inundados com derivados da aventura do casal de espiões explosivos na cama e fora dela. Não foi o que ocorreu. Demorou cinco anos para que o filme que juntou Brad a Angelina ganhasse um filhote bastardo, este ENCONTRO EXPLOSIVO (KNIGHT AND DAY, 2010) que estréia hoje nos cinemas.

Cameron Diaz é uma pacata restauradora de carros antigos que, ao embarcar no aeroporto de Wichita, Kansas, esbarra no agente secreto vivido por Tom Cruise. Logo ela percebe que se envolveu numa conspiração internacional que envolve uma cobiçada fonte de energia perpétua, e, sempre ao lado do sorridente Cruise, passa a fugir pelo globo afora de agentes renegados.

Esqueça a safra de agentes secretos “realistas”, como Jason Bourne, Jack Bauer e o atual James Bond. Tom Cruise é da seara do espetáculo inverossímil, um espião que coloca o próprio Ethan Hunt (interpretado pelo astro nos filmes da série MISSÃO: IMPOSSÍVEL) e o 007 de Roger Moore e Pierce Brosnan no chinelo. ENCONTRO EXPLOSIVO não tem o cinismo de SR. E SRA. SMITH: o tom é de farsa, e merecia um diretor de mão menos pesada que James Mangold, de dramas como COPLAND, GAROTA INTERROMPIDA e JOHNNY & JUNE. Assim, cenas como aquela em que Cameron Diaz se dá conta de que está em um Boeing repleto de cadáveres e prestes a cair em solo norte-americano não deixaria um gosto meio amargo na boca. Que tal um diretor como Michael Davis, de MANDANDO BALA?

Apesar das ruguinhas a mais, Cruise e Diaz, que já trabalharam juntos em VANILLA SKY, continuam bonitos e atléticos, e convencem tanto no humor quanto na ação. O roteiro tem idéias bacanas, como a de deixar os personagens inconscientes durante os momentos mais inverossímeis, fazendo com que o espectador “complete” com a imaginação e com o repertório tirado de dezenas de filmes de ação aquilo que não presenciou.

Mas o filme é tão inconseqüente que não deixa marcas. Ao contrário de SR. E SRA. SMITH, que pelo menos causou grande e duradoura impressão entre seus astros dentro e fora da tela, ENCONTRO EXPLOSIVO não corre o risco de fazer o mesmo com o espectador.

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Cinema

SHREK PARA SEMPRE

by Kas 21. July 2010 11:49

Se os filmes anteriores da série pregavam a aceitação da diferença, com seu conto do monstro que é, na verdade, o herói, da princesa que é uma ogra, e do mundo encantado que é o quintal de Hollywood, SHREK PARA SEMPRE (SHREK 4 EVER, 2010) inverte o foco. Desta vez, o Ogro (e o espectador) deve aprender a lidar é com o que é familiar, em mais de um sentido.

No filme, Shrek (voz de Mike Myers na versão legendada) lida com a crise de meia-idade: a rotina do casamento, da criação dos três rebentos e da falta de privacidade e sossego advinda da fama obtida nas três aventuras anteriores. Em suma, Shrek sofre por ter sido domesticado, e sonha com os tempos de Ogro temido e selvagem. É quando entra em cena Rumpelstiltskin, um duende salafrário, resgatado do folclore alemão. Este propõe a Shrek um contrato mágico que lhe permitirá passar um dia inteiro como o Ogro de outrora, sem as responsabilidades atuais. Claro que Shrek é enganado e tem de tentar rescindir o contrato para salvar o reino de Muito, Muito Distante das mãos do duende.

Além de Rumpelstiltskin, o outro vilão do quarto filme é também de origem germânica: o Flautista de Hamelin (chamado aqui simplesmente de Flautista Mágico), que trabalha como caçador de recompensas encarregado de encontrar e prender Shrek e Fiona (voz de Cameron Diaz).

A mensagem do filme é claramente reacionária, lembrando outra crise de meia-idade, a de Adam Sandler em CLICK. Não que a série SHREK prime pela sutileza. Aqui, o diretor Mike Mitchell (de GIGOLÔ POR ACIDENTE e SKY HIGH - ESCOLA DE SUPER-HERÓIS) até que segura a onda das piadas sobre gases corporais e usa bem as possibilidades do 3D. Mas a moral da história não tem tanta graça assim. Pra uma série que começou como uma subversão, este último capítulo é estranhamente conformista.

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Cinema

FOX BLU PARA AGOSTO DE 2010

by Kas 19. July 2010 12:00

  

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Blu-ray

BUENA VISTA BLU PARA SETEMBRO DE 2010!

by Kas 13. July 2010 07:41


  

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Blu-ray

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