BLU-RAYS EM JANEIRO

by Kas 30. November 2009 05:00

O Blog do Jotacê divulgou em primeira mão o listão de lançamentos em BD e DVD para janeiro. Alguns já tinhamos anunciado aqui, como os da Fox e da Sony. Enquanto você confere a lista completa aqui, selecionei os títulos em alta definição logo abaixo. Em breve, posto as capinhas.

  • WARNER
    SE BEBER NÃO CASE
    A ÓRFÃ
    OS INFILTRADOS
    O MENSAGEIRO
    MULHER-GATO
    NAVIO FANTASMA
    SEXTA-FEIRA 13
    O ÚLTIMO SAMURAI
  • SONY
    O SEQUESTRO DO METRÔ 123
    LUNAR
    A VERDADE NUA E CRUA
    O ÚLTIMO GRANDE HERÓI
    RENT - OS BOÊMIOS: AO VIVO NA BROADWAY
  • FOX
    ALVIN E OS ESQUILOS
    ESQUECERAM DE MIM 2
    ELEKTRA
    CLUBE DA LUTA
    GAROTA INFERNAL
    DRAGONBALL EVOLUTION
  • IMAGEM FILMES
    MATADORES DE VAMPIRAS LÉSBICAS
    GAMER
  • SWEN FILMES
    NOVIDADES NO AMOR

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Blu-ray

JULIE & JULIA

by Kas 29. November 2009 12:49

Do cinema para o restaurante (ou para a lanchonete fast food, dependendo do gosto e do bolso) costuma ser o trajeto regular boa parte do público, o que torna a mão dupla algo até esperado. Se uma mão alimenta a outra, é cabível que, nesse caso, a simbiose seja mais do que perfeita. Regurgitando idéias e histórias da culinária em sua receita cinematográfica, os filmes acabam por usar seus incríveis poderes de persuasão para fazer com que o estômago coletivo da audiência provoque em uníssono: que tal um petisco após a sessão?

JULIE & JULIA (EUA, 2009), sob o pretexto de contar ao mesmo tempo não uma, mas duas cinebiografias, vem se juntar a um cardápio de obras cinematográficas de dar água na boca, não necessariamente no sentido artístico da expressão. Como não sair das sessões de A FESTA DE BABETTE, COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE, SIMPLESMENTE MARTHA (e sua refilmagem hollywoodiana, SEM RESERVAS), RATATOUILLE, além de vários outros, sem pensar menos na obra consumida e mais no que se pretende consumir em seguida?

Cinematograficamente falando, JULIE & JULIA não chega a ser indigesto, apesar da duração além da conta. É até fácil demais. O que implica na ausência de conflitos dramáticos que justifiquem ambas as histórias contadas, a de Julie Powell (Amy Adams), dublê de burocrata e blogueira, que posta online suas experiências culinárias tiradas do famoso livro de receitas de Julia Child (Meryl Streep), e a vida desta última, esposa de um diplomata que nos anos 1950 resolve compartilhar com as donas de casa norte-americanas o que aprendeu na cozinha francesa.

O desafio da cineasta Nora Ephron era contar ambas as trajetórias tornando cada uma delas um comentário da outra, evitando com que passe a sensação de dois filmes misturados sem muito critério. A opção pela didática tem por sua vez um desagradável efeito colateral: a previsibilidade. E não só porque sabemos como cada história acaba (Ephron é especialista em comédias românticas, que são formatadas exatamente sobre esta previsibilidade). O problema é que os próprios diálogos (e personagens, como todos os masculinos) servem apenas de escada para o óbvio. Por outro lado, “Julie & Julia” dá vontade de sair direto do cinema para um restaurante, francês de preferência. Para quem mora em BH, recomendo experimentar como acompanhamento o Camarão a Provençal do Taste Vin.

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Cinema

CHARADA

by Kas 20. November 2009 17:42

Por um motivo estúpido (esqueceram de colocar Copyright nos créditos do filme, na época algo obrigatório), o maravilhoso CHARADA (CHARADE, EUA, 1963) caiu prematuramente em domínio público, o que explica as diversas cópias, todas de qualidade inferior, disponíveis no mercado. Esta, lançada pela Classicline, pelo menos é em open matte. Explico: apesar de preencher toda a tela de uma TV convencional (de formato 4:3), o filme não foi cortado nas laterais, como normalmente se faz para exibição em TV aberta, e sim acrescido de imagem no topo e na base, aproveitando uma área do negativo original que é desprezada na cópia de cinema (que tem janela 1.85:1). Não deixa de ser uma deformação do enquadramento original do diretor, mas é menos traumático do que eliminar indiscriminadamente parte da imagem.

Algo que seria mais criminoso por se tratar de um filme tão especial, onde todos os envolvidos estavam em estado de graça. CHARADA começa com um corpo sendo jogado de um trem. Descobre-se que pertencia ao marido de Regina Lampert (Audrey Hepburn, deslumbrante nos figurinos de Givenchy), e que este era um criminoso que escondera de seus ex-comparsas uma fortuna roubada durante a Segunda Guerra. Claro que os bandidos (entre eles os futuros astros James Coburn e George Kennedy) acham que a viúva ficou com a grana e começam a assediá-la, de forma progressivamente violenta. Pelo menos ela tem a seu lado o confiável (será?) Peter Joshua (Cary Grant) e o representante da CIA em Paris, Hamilton Bartholemew (Walter Matthau).

Praticamente todo rodado em locações em Paris, com cenas nos Alpes Franceses, CHARADA é conhecido como o melhor filme de Hitchcock que Hitchcock não fez. Isto porque, apesar de trazer várias das características das melhores obras do mestre do suspense, o filme foi dirigido na verdade por Stanley Donen, o genial criador de musicais célebres como CANTANDO NA CHUVA, CINDERELA EM PARIS e SETE NOIVAS PARA SETE IRMÃOS. Isto explica o toque leve e a elegância na condução da trama que, mesmo sem deixar de lado o suspense, descamba mais para o humor, de sofisticação ímpar. É quase como se Donen estivesse zombando justamente das intrigas internacionais de Hitchcock, alguma delas protagonizadas pelo próprio Grant, o que faz de sua presença aqui algo nada gratuito.

Com elenco perfeito e timing afinadíssimo, Donen soube extrair humor até da diferença de idade entre Grant e Hepburn (ela tinha apenas 33 anos, enquanto ele completara 60 durante as filmagens). A química entre os astros, aliás, é irretocável. Mesmo originalmente cogitado para ser um veículo para o casal Warren Beatty e Natalie Wood, fica difícil imaginar CHARADA sem a dupla central. É o que descobriu a duras penas o diretor Jonathan Demme (O SILÊNCIO DOS INOCENTES), que calhou de refilmar a obra em 2002 (como O SEGREDO DE CHARLIE), resultando num tremendo fracasso de público e crítica. Até que não foi tão ruim a idéia de Demme em dar uma narrativa a la Nouvelle Vague para a trama (o filme original foi lançado na época em que o movimento influenciava o mundo inteiro). O problema é que Demme escalou mal demais os substitutos de Hepburn (Thandie Newton), Matthau (Tim Robbins) e, principalmente, Grant (o sem graça Mark Wahlberg). Basta se deliciar com as espontâneas risadas de Audrey Hepburn e a careta impagável que Cary Grant dá no epílogo para concluir que é assim que se conta uma charada de verdade.

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DVD - Resenhas

SONY COMEÇA 2010 COM TUDO BLU

by Kas 16. November 2009 04:52
   

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Blu-ray

FOX EM DEZEMBRO

by Kas 16. November 2009 04:39

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DISNEY EM NOVEMBRO

by Kas 16. November 2009 04:37
  

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PARIS IN BLU EM DEZEMBRO

by Kas 16. November 2009 04:31
                  

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FOX BLU EM JANEIRO

by Kas 16. November 2009 04:15

Em breve, as capinhas:

  • CLUBE DA LUTA
  • ELEKTRA
  • DRAGONBALL EVOLUTION
  • ESQUECERAM DE MIM 2 - PERDIDO EM NOVA YORK
  • GAROTA INFERNAL
  • NAPOLEÃO DINAMITE

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2012

by Kas 13. November 2009 04:15

Segundo Roland Emmerich, que perpetrou a destruição em massa de INDEPENDENCE DAY, GODZILLA e O DIA DEPOIS DE AMANHÃ, 2012 (EUA, 2009) será seu último filme-catástrofe. Para reforçar esta afirmação, Emmerich não deixa nem um monumento inteiro em sua nova epopéia (sobra até para o nosso Cristo Redentor, como você pode ver no poster ao lado). Trata-se do apocalipse segundo o calendário maia, previsto para daqui a três anos, mas que já pode ser vislumbrado desde já nos cinemas.

Emmerich bebe mais uma vez na tradição dos filmes catástrofe, dividindo a ação entre vários personagens, que se submetem basicamente a dois protagonistas, ambos recorrentes do gênero: o pai divorciado e fracassado (John Cusack), que tem na tragédia a chance da redenção, e o cientista humanista (Chiwetel Ejiofor), que descobre que o mundo está prestes a ser reconfigurado por forças cósmicas. É sabido que Emmerich não tem medo dos clichês, mas em 2012 estes atingem dimensões bíblicas (sem trocadilho).

A aventura está na tentativa dos valores familiares e democráticos de não naufragarem com o resto do planeta, para servirem como faróis para aqueles que sobreviverem e construírem um novo amanhã. A referência religiosa é uma constante. Existe até mesmo um personagem chamado Noé (Noah, em inglês). Mas Emmerich parece acreditar pouco no poder divino e mais no dos homens, capazes de feitos sobre-humanos. Os bons atores (o filme tem um punhado deles) soam falsos entoando alguns dos diálogos pueris típicos do diretor, e a excessiva duração, principalmente no terço final, se abate sobre a suspensão de crença do espectador nas ações mais espetaculares. Não ajuda Emmerich ter trocado a película pela captação digital, já que, apesar dos efeitos caríssimos, várias das cenas mais intimistas têm um aspecto barato.

2012, felizmente, se aproxima mais de O DIA DEPOIS DE AMANHÃ (o melhor filme do diretor, o que não diz muito) do que do pavoroso 10.000 A.C.. Contra todas as possibilidades, é divertido, pelo menos até o clímax espichado à exaustão. Um prazer culposo, porém. Numa cena, o carro dos heróis é coberto por toneladas de esgoto. É esta a sensação que espectador tem no final da sessão.

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Cinema

SONY COMEÇA A REVELAR SEUS BDS PARA O NATAL

by Kas 6. November 2009 08:57
    

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