Jovem sérvia vai trabalhar em uma estação de petróleo
como enfermeira de um homem que se queimou em um acidente no local.
À
primeira vista, A VIDA SECRETA DAS PALAVRAS (THE SECRET LIFE OF WORDS, Espanha, 2005, Europa Filmes) parece um “filme de arte” por encomenda: locação remota,
protagonistas trágicos, coadjuvantes exóticos. Mas se este filme da catalã
Isabel Coixet sobrevive a este verniz pré-fabricado, é graças à calorosa
interpretação de Sarah Polley, que faz a enfermeira, designada para cuidar do
engenheiro vivido por Tim Robbins. Ela, calada e arredia devido a traumas do
passado, acaba estabelecendo laços afetivos com o enfermo, que também traz suas
feridas internas.
Polley também estrelou o longa anterior de Coixet, MINHA VIDA SEM MIM, que também apresentava alguns dos mesmos problemas repetidos
aqui. Só que como no filme anterior, a presença da atriz ilumina a tela. Revelada
ainda menina por Terry Gilliam em AS AVENTURAS DO BARÃO MUNCHAUSEN, Sarah
Polley cresceu mantendo o gosto pelo cinema independente e agora arrisca também
na direção – seu primeiro filme, o belíssimo LONGE DELA, rendeu uma indicação ao
Oscar para Julie Christie (que faz uma pequena participação aqui).