NO TWITTER

by Kas 16. April 2009 10:03

Estou oficialmente no Twitter a partir de hoje, ainda que não consiga imaginar quem vai querer acompanhar os meus afazeres diários. Mas, enfim, me disseram que celebridade que se preza tem de estar no Twitter.

Enquanto luto para dar upload em uma foto, vocês podem me encontrar aqui.

Se uma celebridade só não for suficiente para você, outras podem ser encontradas aqui

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A Galáxia

SEM CONTROLE

by Kas 15. April 2009 07:45

SEM CONTROLE (Brasil, 2007, Fox) foi lançado nos cinemas no fim de semana de Finados de 2007, em meio a quatro outros filmes nacionais e com o mercado dominado por TROPA DE ELITE. Este é um dos motivos pelos quais o thriller dirigido pela estreante Cris D’Amato (veterana assistente de direção) e escrito com inteligência por Sylvio Gonçalves, ambos estreantes nas funções, tenha passado despercebido. Foi catastrófica, classifica Sylvio, que deixo claro aqui considerar um amigo, portanto tenha a liberdade de acreditar ou não em meus comentários. Aliás, o fato de conhecer Sylvio há muitos anos foi um dos motivos que me levou a demorar a escrever sobre seu filme. Mas o importante é que respeito seu trabalho de bem antes de conhecê-lo, desde que ele ainda escrevia sobre cinema fantástico para a saudosa revista CINEMIN. O que me leva agora a voltar ao filme do Sylvio e da Cris é o ótimo DVD (que conta com making of, trailer e spots de TV), disponibilizado pela Fox num estojo slim, que representa uma boa oportunidade para descobri-lo. 

Outro motivo para a recepção fria a SEM CONTROLE é de ordem conceitual e, porque não, mercadológica. O Brasil não tem tradição de cinema de gênero, de filmes de fantasia, suspense, horror, ficção, aventura e ação. Excetuando obras como as de José Mojica Marins (cujo último filme, ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO, também afundou nas bilheterias apesar dos elogios da crítica) e Ivan Cardoso, além de uns poucos outros, o cinema pátrio sempre buscou sua fundamentação em uma abordagem ou alegórica ou mais próxima da realidade. Humor, tragédia e denúncia social viraram, com isso, referências concretas dentro de nossa cinematografia. Por mais que o cinema da retomada seja “diversificado”, como é constantemente apontado pela mídia, são raras as incursões que fujam destas abordagens.  Pode ser que o público não esteja então acostumado ao cinema de gênero falado em português, pode ser também que este mesmo público fique satisfeito com os enlatados gringos. Mas é provável que o tipo de audiência que freqüenta filmes nacionais seja diferente daquele para o qual os filmes de gênero sejam direcionados. 

SEM CONTROLE conta a história de Danilo (Eduardo Moscovis, numa interpretação poderosa), diretor de teatro que tem um colapso nervoso após o fracasso de sua peça sobre Motta Coqueiro, o último condenado à forca no Brasil, ainda no século XIX. Sua amiga psiquiatra o leva para se recuperar numa casa de repouso, onde Danilo é incentivado pela bela Aline (Milena Toscano) a remontar o espetáculo utilizando os internos como atores. Danilo e Aline se envolvem sexualmente (e a química entre os atores é perceptível) e a partir daí a trama cresce em tensão e desenvolvimentos surpreendentes. 

Por vezes, SEM CONTROLE lembra a obra de Brian De Palma e Dario Argento (com toques de OS 12 MACACOS, do qual Sylvio é fã), na forma como conduz visceralmente a jornada de um homem que se vê prisioneiro da sexualidade feminina e da loucura. Sylvio me admite que Argento é de seus cineastas favoritos, mas pra ele as influências são outras. (o clímax) é uma referência ao julgamento de ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, me disse ele. Acho que dei ao terceiro ato o tom de uma das minhas séries de TV favoritas, O PRISIONEIRO. Também noto uma influência de JESUS CRISTO SUPERSTAR. Contudo, as influências mais conscientes foram dos filmes que usei como pesquisa, como UM ESTRANHO NO NINHO, que sempre vai ser referência para qualquer filme sobre pacientes psiquiátricos, O PROCESSO DE JOANA D'ARC, de Robert Bresson, e RICARDO III - UM ENSAIO, de Al Pacino”, conclui ele.  

Colocando assim, pode parecer uma salada, mas o resultado é surpreendentemente seguro, ainda mais considerando que tanto Cris quanto Sylvio são estreantes nas funções. Rodado com o título O JOGO DA FORCA e com orçamento reduzido (cerca de 2 milhões de reais, acredita Sylvio, contando distribuição e publicidade), o que não se percebe devido ao visual moderno e aos bons valores de produção, SEM CONTROLE é ainda mais surpreendente por caminhar por vias normalmente evitadas pelo cinema brasileiro. Diversificação é isso.

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DVD - Resenhas

A TRILHA SONORA DA GALÁXIA!

by Kas 11. April 2009 12:03

O que está rolando no meu player: 

  • UN LONG DIMANCHE DE FIANÇAILLES (A VERY LONG ENGAGEMENT) - Angelo Badalamenti
  • YOUNG SHERLOCK HOLMES - Bruce Broughton
  • SAHARA - Clint Mansell
  • MILK - Danny Elfman
  • PLANET EARTH - George Fenton

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Trilha Sonora

ESTÁ NO AR O BLU-RAY BRASIL!

by Kas 11. April 2009 05:43

Quem acompanha o GABINETE sabe o quanto a alta definição me empolga. Afinal, esta permite que nós, cinéfilos, tenhamos o que mais se aproxima de uma experiência de cinema em casa. Quem conta com um bom sistema de home theater então, pode até mesmo superar em qualidade de som e imagem o que se tem no cinema, muitos deles ainda deficientes.

Pois um dos maiores craques no assunto, meu amigo Wiz, acaba de inaugurar um portal - o primeiro no país - destinado exclusivamente ao Blu-ray! Está no ar o Blu-ray Brasil, que contará com resenhas, dicas, novidades, esclarecimentos sobre a tecnologia e um fórum para os participantes discutirem tudo a respeito de Blu-ray. Nesse momento chave da consolidação do formato no país, é uma iniciativa vital para esta popularização. Ainda mais nas mãos do Wiz, uma autoridade no assunto, que sempre me serve como consultor tecnológico, e com quem adoro discutir sobre nossos diferentes pontos de vista sobre cinema; afinal o cara curte Michael Bay e coloca Tony Scott como seu diretor favorito! Tongue out. O que eu não discuto, porém, é o conhecimento do sujeito a respeito de Blu-ray. Clique aqui para conferir o Blu-ray Brasil!  

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Blu-ray

A ESPIÃ

by Kas 8. April 2009 16:56

Foi ignorado no Oscar este representante oficial da Holanda, que marcou o retorno do cineasta Paul Verhoeven a seu país natal, após mais de uma década trabalhando em Hollywood. Mas não era pra menos. A ESPIÃ (ZWARTBOEK/BLACK BOOK, Holanda/Bélgica/Alemanha, 2006, Europa Filmes), título genérico para o original e sugestivo LIVRO NEGRO, faz questão de subverter várias “regras” implícitas do tratamento que geralmente se dá a filmes sobre a Segunda Guerra, principalmente aqueles que tratam de perseguição a judeus e do papel da resistência.

Começando pela própria heroína, a judia Rachel Stein (feita com graça e sensualidade por Carine van Houten), que tem sua família assassinada pelos nazistas quando procurava fugir da Holanda, acabando por se juntar à resistência. Lá, recebe a incumbência de seduzir Ludwig Müntze (Sebastian Koch, de A VIDA DOS OUTROS), o líder da Gestapo, de forma a conseguir informações vitais para a luta contra os nazistas.

É quando fica explícita a irreverência de Paul Verhoeven. Desde o início de sua carreira na Holanda, onde realizou filmes marcantes como LOUCA PAIXÃO (1973, indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro), SOLDADO DE LARANJA (1977) e O QUARTO HOMEM (1983), Verhoeven não teme em desmistificar convenções e escandalizar público e crítica com visões audaciosas de relacionamentos entre os sexos e de fatos históricos. Mesmo em sua fase hollywoodiana, o cineasta nunca fugiu do mau gosto e das encenações ousadas (principalmente para o mercado norte-americano) de sexo e violência, desde que usados com o intuito de cutucar a hipocrisia e o moralismo. Obras extremamente críticas como CONQUISTA SANGRENTA (1985), ROBOCOP - O POLICIAL DO FUTURO (1987), O VINGADOR DO FUTURO (1990) e INSTINTO SELVAGEM (1992) uniram boas bilheterias com polêmicas crescentes, e serviram para colocar Verhoeven no primeiro time dos realizadores de Hollywood, posição que o fracasso relativo de seus filmes seguintes, SHOWGIRLS (1995), TROPAS ESTELARES (1997) e O HOMEM SEM SOMBRA (2000) trataram de abalar. São filmes que provam, porém, que o sucesso comercial não amaciaram o estilo truculento do diretor, que retornou então à Holanda para realizar este antigo projeto, que criou em parceira com o roteirista Gerard Soeteman quando ambos realizaram SOLDADO DE LARANJA, outro filme que abordava o controverso papel da resistência holandesa. Originalmente, o protagonista seria um homem, mas os realizadores optaram finalmente por mudar o sexo, o que acentuava a proposta revisionista do roteiro, mas que ao mesmo tempo tornava no dispendioso projeto mais arriscado comercialmente. A solução foi buscar financiamento fora dos EUA, e mesmo assim o filme esteve em vias de cancelamento às vésperas das filmagens por falta de verba.

Nada disso aparece na tela. O que se tem é uma esplendorosa e excitante (em todos os sentidos) aventura de guerra (a cópia em tela cheia é um crime, que desperdiça a bela fotografia em scope), onde Verhoeven mais uma vez quebra com alguns dos totens do gênero. Aproveitando uma deixa de Polanski e seu O PIANISTA, Verhoeven faz do líder da Gestapo uma figura simpática e humanista, disposto a poupar vidas dos inimigos mesmo após ter sua família assassinada em um bombardeio. Por outro lado, coloca um dos heróis como um traidor covarde. Mas a principal ousadia diz respeito à própria heroína. Rachel Stein (ou Ellis de Vries, que é a identidade que assume) não tem nada de ingênua ou pura. Ela não hesita em ir para a cama com o inimigo, e mesmo se apaixonar por ele. Uma judia se envolvendo romanticamente com um nazista? Heresia completa, diriam os conservadores da Academia, que concede o Oscar. O que falar então da cena mais famosa de A ESPIÃ, aquela onde a personagem-título descolore explicitamente os pêlos pubianos, para se passar por ariana? Exemplo máximo da subversão segundo Paul Verhoeven.

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DVD

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

by Kas 8. April 2009 14:57

Antes de ganhar esta luxuosa versão hollywoodiana, a obra de Shakespeare (minha favorita dentre os trabalhos do bardo) SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (A MIDSUMMER NIGHT'S DREAM, EUA, 1935, Warner) já recebera diversas adaptações para o cinema, a primeira delas em 1909. Mas só aqui a comédia fantástica recebe um tratamento cinemático adequado: cenários extravagantes, fotografia em suave preto e branco (vencedora do Oscar), efeitos ingênuos e belos, música de Mendelssohn e um elenco estelar.

O lendário Max Reinhardt foi o incumbido de levar às telas a peça, que encenara com sucesso no Hollywood Bowl e ganhou auxílio de seu pupilo William Dieterle, o ex-galã alemão (de filmes como O GABINETE DAS FIGURAS DE CERA) que faria bela carreira como cineasta nos EUA. O resultado é ao mesmo tempo estranho e fascinante, ainda que o filme tenha envelhecido em partes. Pode parecer esquisito ver atores tão contemporâneos quanto o comediante Joe E. Brown ou mesmo James Cagney fazendo Shakespeare. Este último encarna Bottom, transformado em um asno por feitiço do fauno Puck (Mickey Rooney, então com 14 anos, completamente descontrolado e irritante). Mas a dupla romântica vivida por Dick Powell (outro futuro diretor, de filmes como meu adorado A RAPOSA DO MAR) e a estreante Olivia de Havilland é irresistível.

Cópia restaurada, com Making Of e diversos especiais da época sobre a produção e o teste de câmera de Olivia de Havilland, além do trailer de cinema (todos sem legendas).

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DVD

INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL

by Kas 7. April 2009 17:29

Um crítico britânico definiu com perfeição INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (INDIANA JONES AND THE KINGDOM OF THE CRYSTAL SKULL, EUA, 2008, Paramount), o novo tomo da série cinematográfica do herói criado por George Lucas e Steven Spielberg: parece mais um parque temático do herói do que um filme de verdade. Não tem como discordar. Apesar de todos os elementos que fizeram da série um ícone pop estarem presentes, falta a liga que faz do conjunto grande cinema. Ou seja, é melhor em partes do que no todo.

Como já tinha apontado em minha resenha da época de lançamento nos cinemas, nem por isso INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL chega a ser ruim, muito pelo contrário. Começando pela presença de Harrison Ford no papel principal, a empreitada oferece prazeres suficientes para gastar duas horas no cinema ou em frente a sua TV. Ford, que já foi considerado o “astro do século”, recupera algo de sua majestade no papel do arqueólogo, após uma década de papéis anêmicos. É perceptível o quanto o ator se diverte e isto se reflete nos pequenos gestos e reações que incorpora ao personagem. E é por conta dele que o espectador quase se esquece que tudo mais tem gosto requentado.

Spielberg não nega, num dos documentários que acompanham este excelente Blu-ray duplo lançado pela Paramount (foram lançadas também edições em DVD, tanto dupla quanto simples, a um preço mais em conta), que este foi um projeto ditado pela vontade do público em reencontrar o herói no cinema. Ou seja, não tem nada de pessoal e isto se reflete na condução da narrativa. Está lá a criatividade de Spielberg na criação de planos e gags visuais, mas falta emoção e aquela sensação de deslumbramento infantil que o cineasta despertava no público na fase áurea de sua carreira.

A trama também avança por outras pradarias, as da ficção científica, ao contrário dos filmes anteriores, calcados nos seriados de aventura dos anos 1930. Foi uma idéia de George Lucas que Spielberg nunca chegou a abraçar de fato, como o cineasta deixa claro nos extras. Mas pelo menos serviu pra homenagear o cinema hollywoodiano dos anos 50. O espectador mais atento perceberá referências a O SELVAGEM, OS DEZ MANDAMENTOS, A SELVA NUA, A INVASÃO DOS DISCOS VOADORES e diversas outras pérolas do período. Desta vez, Indiana Jones se envolve numa missão de espiões russos comandados pela maléfica Irina Spalko (Cate Blanchett, prestando homenagem a Greta Garbo e Marlene Dietrich), que tem o objetivo de encontrar a relíquia do título. Esta pode levá-los a descobrir vestígios de uma civilização perdida, dotada de uma incrível fonte de poder, que pode desequilibrar os rumos da Guerra Fria.

Claro que isto é pretexto para uma série de cenas de ação espetaculares, como uma perseguição de carro em meio à selva amazônica (filmada, na verdade, no Havaí) e para revelações nem um pouco surpreendentes com relação à descendência de Indy. É neste aspecto que a estrutura se assemelha mais a de um parque temático que a de um filme. Uma seqüência não tem necessariamente conexão com a anterior ou com a próxima, e parece pretexto para inserir o máximo de referências à própria série. O humor, sempre um dos trunfos da franquia, parece meio fora de lugar.

Pra compensar, o orçamento milionário se traduz em todos os valores de produção aos quais Spielberg e Lucas nos deixaram acostumados. Estes são devidamente reproduzidos nesta tecnicamente perfeita edição em BD. A fotografia do grande Janusz Kaminski, que desde A LISTA DE SCHINDLER é o homem de confiança de Spielberg, mantém o aspecto mais clássico e suave do tratamento dado pelo saudoso Douglas Slocombe aos filmes anteriores, adicionando alguns toques típicos de Kaminski, como na maior densidade da imagem e no uso de focos de luz. Isto resulta num visual bem cinematográfico, de cores vibrantes e ótima nitidez, ainda que esta seja propositadamente aquém do que as produções atuais acostumaram o público a esperar. O áudio sem perdas segue a mesma filosofia, com boa separação de canais e fidelidade, mas não tão agressivo quanto os modernos filmes de ação, mais uma iniciativa de Spielberg em dar uma aura old school ao seu filme.

Outros aspectos da produção, como a criação dos objetos de cena e dos efeitos são destrinchados nos diversos documentários que acompanham o BD, todos eles legendados e em HD. Obviamente, os extras evitam qualquer ponto de discórdia, se concentrando na maneira festiva com a qual cada membro do elenco e da equipe encarou este retorno à série. Spielberg e sua turma estão decididamente jogando para o público o que este (supostamente) quer, mas se esquece do fato de que tudo que o espectador deseja é um pouco da magia de outrora.

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Blu-ray - Resenhas

A ILHA DA IMAGINAÇÃO

by Kas 6. April 2009 17:00

Jodie Foster explica que topou fazer A ILHA DA IMAGINAÇÃO (NIM’S ISLAND, EUA, 2008, Universal) pra poder atingir uma faixa etária que normalmente não acompanha seu trabalho, incluindo aí sua prole. Mas bem que a atriz poderia ter escolhido melhor sua incursão no universo infantil. Aliás, o que tem de errado com esses pais famosos? Toda vez que embarcam numa furada da qual se envergonham, colocam a culpa nos filhos. A princípio, todos os elementos que encantam crianças e adultos estão lá: cenas de perigo em locações exóticas, uma protagonista cativante (Abigail Breslin, de PEQUENA MISS SUNSHINE), o embate entre a cidade e a selva e a possibilidade de romance (a trama tem um quê de TUDO POR UMA ESMERALDA). Só que o roteiro tem uma falha estrutural que condena a diversão. Quando a aventura finalmente engata... o filme acaba! Não dá pra falar mais sob pena de estragar as (poucas) surpresas. Não é tão ruim quanto parece, principalmente considerando a média atual da produção infanto-juvenil. Só digo que foi uma decepção, considerando que a dupla de diretores Mark Levin e Jennifer Flackett são os responsáveis por uma pequena pérola, ABC DO AMOR.

Breslin faz a filha de um cientista que vive sozinha com o pai numa ilha deserta. Quando o pai (Gerard Butler, de 300 e ROCKNROLLA, completamente sem o que fazer) desaparece no mar, ela recorre a seu herói, o protagonista de romances de aventura Alex Rover, pra descobrir que ele é na verdade ela, uma escritora com síndrome de pânico (Foster).

Boa qualidade técnica e alguns extras.

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DVD

OLHE PARA OS DOIS LADOS

by Kas 3. April 2009 09:38

Primeiro longa da premiada e veterana animadora Sarah WattOLHE PARA OS DOIS LADOS (LOOK BOTH WAYS, Austrália, 2005, Art Filmes) é um filme coral, onde os personagens precisam conviver com a consciência da finitude, após a morte acidental de um sujeito na linha de trem.

Nick (William McInnes, marido da cineasta) é um fotógrafo que descobre ter câncer, mas isso não impede com que se aproxime da artista plástica Meryl (Justine Clarke, que debutou no cinema como uma das crianças de MAD MAX - ALÉM DA CÚPULA DO TROVÃO, de 1985). Esta está deprimida pela morte do pai e só consegue imaginar diversas formas (encenadas através de vinhetas animadas) dela também falecer. Paralelamente, Andy (Anthony Hayes), jornalista que trabalha com Nick, descobre que sua namorada Anna está grávida. Ao redor destas histórias, circulam as de vários outros indivíduos, como a do condutor do trem e a do chefe de Nick.

É um filme modesto, barato e discreto, mas que trata do tema da morte com a mão leve e sem apelar para o sentimentalismo.

Lançado em tela cheia, o que mutila os enquadramentos originais, e sem extras.

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DVD

UM BEIJO ROUBADO

by Kas 3. April 2009 05:30

UM BEIJO ROUBADO (MY BLUEBERRY NIGHTS, EUA, 2007, Europa Filmes) marca a estréia do cineasta Wong Kar-Wai nos EUA, para onde levou todo seu manancial de cores e sons lapidado em obras maravilhosas como AMORES EXPRESSOS, AMOR À FLOR DA PELE e 2046 - OS SEGREDOS DO AMOR (este último é meu filme favorito dentre os que vi em 2006).

Trata-se de uma festa para os sentidos, como é comum na obra do diretor, que parte de histórias simples, co-escritas com o escritor Lawrence Block, para resultar em verdadeiras poesias fílmicas. Elizabeth (a cantora Norah Jones estreando no cinema) acabou de terminar um romance, quando conhece Jeremy (Jude Law), o dono de um charmoso café. Apesar do evidente clima entre os dois, Elizabeth decide partir em uma jornada pelos EUA, onde cruza o caminho de outros personagens dilacerados pelo amor ou pela falta dele - interpretados por Natalie Portman, David Strathairn e Rachel Weisz.

Prato cheio para Kar-Wai destilar seu gosto por narrativas circulares e enquadramentos oblíquos. O elenco fotogênico, também ao gosto do diretor, completa este fetichismo cinematográfico, romântico até a medula.

Traz versão em MP4 como extra.

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