A primeira pergunta que deve ser feita por
qualquer espectador diante de um filme, principalmente se ele for vendido como
uma revolução em termos de efeitos visuais, é: "Será que o roteiro vale a
pena?". Na maior parte das vezes, a resposta é não, haja vista que recursos como
computação gráfica e 3D têm o histórico de ser continuamente utilizados de modo
oportunista pelos estúdios.

O
que dizer, então, de Battleship, longa de ação cuja premissa é baseada no
jogo de tabuleiro Batalha Naval, em que dois jogadores precisam afundar os
barcos um do outro para vencer? O maior nome do 3D no momento, James Cameron (Avatar),
parece já ter opinião formada. Ao menos é o que demonstra as declarações feitas
por ele à publicação alemã Spiegel Online a respeito do filme.
"Temos uma crise de histórias. Agora
querem fazer do jogo Batalha Naval um filme. Isso é puro desespero... todos em
Hollywood sabem quão importante é que um filme seja uma marca antes de chegar
aos cinemas. Se a marca está por aí, como Harry Potter, por exemplo, ou
Homem-Aranha, você está anos luz à frente [dos demais]. E aí reside o problema,
porque infelizmente essas franquias estão ficando cada vez mais ridículas.
Battleship... isso degrada o cinema."
A despeito do que diga Cameron
Battleship tem em sua defesa inúmeras explosões no meio do oceano e
prováveis sequências de ação de tirar o fôlego. É esperar para ver se terá
também uma história digna de nota.
O longa tem estreia prevista para 18 de
maio de 2012 nos cinemas dos EUA. A direção é de Peter Berg (Hancock).
(E.F.)